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Este radar de apenas 10 cm estudará o interior do asteroide Dimorphos

A Agência Espacial Europeia (ESA) está desenvolvendo o Juventas CubeSat, um pequeno satélite que será lançado com destino ao asteroide Dimorphos para estudar os efeitos do impacto causado nele pela missão DART, em setembro. O satélite deve ser lançado em 2024 e estará equipado com o menor radar já enviado ao espaço, que será usado para investigar o que há sob a superfície do asteroide.

O radar que o Juventus levará a bordo é uma espécie de “caixa” com apenas 10 cm, criado como uma versão reduzida daquele que equipava a missão Rosetta, que pousou um lander no cometa 67P/Churyumov–Gerasimenko. O pequeno radar estará conectado a antenas de 1,5 m de extensão, e a dupla viajará a Dimorphos “de carona” com a missão Hera.

Testes do sistema de radar do Juventas (Imagem: Reprodução/ESA-P. de Maagt)
Testes do sistema de radar do Juventas (Imagem: Reprodução/ESA-P. de Maagt)

É que o Juventas é apenas uma das missões que a ESA planeja enviar ao asteroide: além deste, há também o cubesat Milani, que estudará a composição da superfície e poeira de Dimorphos. Já a Hera será uma nave maior, que completa o trio com um conjunto mais amplo de instrumentos e abrigará as demais naves. Juntos, eles vão oferecer um quadro completo de Dimorphos aos cientistas, revelando suas características internas, o tamanho da cratera deixada pela DART e mais.

O asteroide em questão é como uma “lua” que orbita Didymos, um asteroide maior. Antes do impacto da DART, Dimorphos levava 11 horas e 55 minutos para completar uma volta ao redor de seu vizinho. Inicialmente, os cientistas esperavam uma mudança de pelo menos 73 segundos para considerar que a missão foi um sucesso — mas, na verdade, o impacto causou uma mudança de mais de 30 minutos no período orbital do asteroide!

O trio de naves deverá alcançar Dimorphos em 2026, coletando informações detalhadas sobre sua composição. Estes dados são de grande importância para os cientistas, já que os asteroides sólidos podem ter comportamento diferente daquele das rochas espaciais formadas por pequenos detritos. Assim, saber sobre eles é uma forma de entender melhor a física envolvida em missões de defesa planetária, caso alguma delas seja necessária no futuro — e os cubesats como o Juventas são excelentes ferramentas para isso.

Fonte: Canaltech

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