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Este programa está monitorando o rápido crescimento da urbanização global

·3 min de leitura

O rápido crescimento da urbanização previsto para as próximas décadas pode tornar os desafios das mudanças climáticas ainda maiores. Compreender as dinâmicas do crescimento populacional no mundo e seus assentamentos será fundamental para nos protegermos de um possível caos. Pensando nisso, a Agência Espacial Europeia (ESA) e o German Aerospace Center (DLR) estão trabalhando com alguns parceiros no World Settlement Footprint, o conjunto de dados mais abrangente do mundo sobre assentamentos humanos.

Segundo o Departamento de Economia e Assuntos Sociais da ONU, estima-se que até 2050 a população mundial chegará aos 9,7 milhões de pessoas. Atualmente, as áreas urbanas são responsáveis por 55% desses habitantes — número que, até a metade do século, deve subir para 68%. Além dos desafios climáticos, o aumento populacional pode contribuir com a poluição do ar e dificultar a gestão de recursos como água, comida e energia.

Animação mostra o aumento da urbanização em Dubai entre 1985 e 2015 (Imagem: Reprodução/DLR/ESA)
Animação mostra o aumento da urbanização em Dubai entre 1985 e 2015 (Imagem: Reprodução/DLR/ESA)

Justamente por isso, a ESA e o DLR estão desenvolvendo, em parceria com a equipe do Google Earth Engine, este grande conjunto de dados. O World Settlement Footprint é composto por vários produtos distintos, dentre os quais dois foram apresentados durante a conferência climática COP26. O primeiro é o World Settlement Footprint 2019 (WSF 2019) e, o segundo, é o World Settlement Footprint Evolution — ambos produzidos com milhões de horas de computação do Google.

Enquanto o FSM 2019 usa dados das missões Copernicus, Sentinel-1 e Sentinel-2 para informar sobre os assentamentos humanos globais com detalhes e alta precisão, o WSF Evolution é gerado pelo processamento de sete milhões de imagens coletadas entre 1985 a 2015 pelo programa LandSat, da NASA. Juntos, estes programas fornecem uma visualização sem precedentes da urbanização em escala global.

As áreas escuras são regiões urbanizadas em Manaus (Imagem: Reprodução/ESA/DLR)
As áreas escuras são regiões urbanizadas em Manaus (Imagem: Reprodução/ESA/DLR)

Estas ferramentas também serão cruciais para que escritórios de estatísticas nacionais, autoridades, sociedade civil e organizações internacionais estabeleçam suas metas para alcançar cidades sustentáveis no futuro. Os dados do FSM já demonstraram ser uma peça importante para analisar a urbanização em países em desenvolvimento.

Marc Paganini, da ESA, explica que a disponibilidade de fluxos de dados contínuos de alta qualidade, vindos de satélites de acesso gratuito como os Sentinels do programa europeu Copernicus e o LandSat da NASA, combinados a métodos automatizados para processamento e análise de um grande volume de dados, oferecem uma oportunidade única de monitorar com eficiência as mudanças e tendências no desenvolvimento urbano global.

Animação mostra o aumento da urbanização em Las Vegas entre 1985 e 2015 (Imagem: Reprodução/ESA/DLR)
Animação mostra o aumento da urbanização em Las Vegas entre 1985 e 2015 (Imagem: Reprodução/ESA/DLR)

Os programas foram testados por alguns usuários, como Banco Mundial, Banco Asiático de Desenvolvimento, UN-Habitat e Comitê Internacional da Cruz Vermelha, os quais deram retornos positivos. “Usando o WSF Evolution, nossa equipe tem monitorado a exposição ao risco de enchentes de cidades em crescimento ao redor do mundo, como Bangkok, Tailândia”, disse Sameh Wahba, diretora da Prática Global Urbana, Gestão de Risco de Desastres, Resiliência e Terras do Banco Mundial.

As plataformas já podem ser acessadas a partir das páginas World Settlement Footprint 2019 e World Settlement Footprint Evolution.

Fonte: Canaltech

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