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Este modelo busca planetas parecidos com a Terra e que tenham placas tectônicas

·2 min de leitura

Um equipe internacional de geólogos, liderada pela North Carolina State University, desenvolveu um modelo computacional dedicado a identificar exoplanetas semelhantes à Terra. O objetivo é estabelecer quais planetas de outros sistemas estelares conseguem sustentar placas tectônicas e como esta dinâmica pode contribuir (ou não) para potencial a habitabilidade destes mundos extrassolares.

Acredita-se que a dinâmica das placas tectônicas, como a que existe na Terra, seja um componente fundamental para a habitabilidade de um planeta. Como consequência direta do movimento destas placas, o vulcanismo e intemperismo químico, combinados à presença de água líquida, contribuem para a manutenção do clima terrestre e, portanto, garantem a presença da vida em nosso planeta.

(Imagem: Reprodução/University of St Andrews)
(Imagem: Reprodução/University of St Andrews)

O coautor do estudo, Sami Mikhail, da University of St Andrews, disse que o novo modelo ajuda a prever a natureza das placas tectônicas em outros planetas. No lugar de procurar a temperatura adequada para a presença de água líquida, um novo parâmetro para a habitabilidade de um exoplaneta poderia ser definido a partir das condições ideais para a ocorrência do tectonismo.

Mikhail e sua equipe executaram o modelo incluindo dados como as propriedades planetárias e estelares que influenciam a espessura da camada externa de um corpo planetário. Eles notaram que planetas pequenos, antigos ou distantes de suas estrelas, têm camadas grossas e rígidas, mas, em outros contextos, eles podem apresentar fina camada — chamados “planetas casca de ovo”.

A zona habitável, onde a água pode ser encontrada em estado líquido, é um dos critérios que orientam a busca por vida fora do Sistema Solar (Imagem: Reprodução/NASA)
A zona habitável, onde a água pode ser encontrada em estado líquido, é um dos critérios que orientam a busca por vida fora do Sistema Solar (Imagem: Reprodução/NASA)

A espessura da camada externa de um planeta é fundamental para determinar, por exemplo, se este mundo tem condições de sustentar as placas tectônicas e até mesmo as condições de habitabilidade em sua superfície. Muitos fatores influenciam a espessura desta camada, como o tamanho do exoplaneta e o quanto de energia ele recebe de sua estrela hospedeira — informações que também foram acrescentadas aos modelos.

Os pesquisadores notaram que a temperatura na superfície era mais importante para a habitabilidade do que a temperatura interna do planeta. Alguns dos exoplanetas “casca de ovo” já conhecidos têm crostas bem finais, com apenas cerca de um quilômetro de profundidade — enquanto Terra e Marte têm, respectivamente, 40 km e 100 km de espessura.

A equipe espera que o novo modelo sirva para definir quais sãos os melhores exoplanetas candidatos a serem explorados por grandes e potentes telescópios, como o Telescópio Espacial James Webb, que será lançado no próximo mês. Estas poderosas ferramentas conseguirão procurar por bioassinaturas nas atmosferas destes mundos distantes — isto é, caso a vida como a conhecemos também exista neles.

O estudo foi publicado no periódico científico Journal of Geophysical Research: Planets.

Fonte: Canaltech

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