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Este "holograma" interativo emite som e pode ser o futuro do entretenimento

Claudio Yuge

Estamos muito perto de criar um aparelho de holograma parecido com o que já vimos em Star Wars. Pesquisadores da Universidade de Southampton, na Inglaterra, desenvolveram um mecanismo capaz de mostrar objetos animados em 3D a partir de ondas de ultrassom.

O dispositivo fica em uma caixa que possui vários pequenos alto-falantes de ultrassom em duas placas, tanto na parte superior quanto na inferior, em conjunto com luzes de LED sobre um objeto esférico, que fica suspenso por conta do ar gerado pelas duas superfícies. 

A bolinha de 2 mm circunferência se move tão rápido, a algo próximo de 32,2 km/h, que consegue traçar uma imagem em menos de um décimo de segundo. A essa velocidade, o cérebro não a vê cordão em movimento, apenas a forma completa que ela cria. As cores adicionadas por LED brilham à medida que ela se aproxima.

O que é mais impressionante é que esse sistema pode “sentir” resposta tátil e emitir som próprio, enquanto mantém sua forma holográfica. E mais: é possível usar vários pequenos pontos ao mesmo tempo e mapeamento de projeção, incluindo rastreamento óptico em tempo real.

Futuro do entretenimento?

Sriram Subramanian, pesquisador da equipe, disse que, além dos sinais digitais, esse dispositivo pode ser usado para novas formas de entretenimento visual. "Digamos que você queira criar uma experiência de Harry Potter. Você pode estender a mão para lançar um feitiço e, ao movê-la, pode ver e sentir uma bola brilhante crescendo na palma da mão, e também podemos ouvir sons ”, comentou. 

Chamado pelo grupo de “display de armadilha acústica multimodal”, o aparelho pode ser o início de sistema mais sofisticados, que até mesmo poderão servir para nos comunicarmos de maneira semelhante à que foi vista em Star Wars — ouvindo, vendo e tocando na imagem dos usuários, como se estivessem próximos. E mais: seria o primeiro passo para TVs realmente tridimensionais e interativas.

(Imagem: Reprodução/The Guardian)

O protótipo usa uma única bolinha e pode criar imagens dentro de um cubo de ar com 10 cm de largura. Porém, novas versões mais poderosas podem criar animações maiores, com várias esferas ao mesmo tempo. Como o software já foi desenvolvido para evitar colisões entre os objetos, os cientistas esperam em breve tornar essa tecnologia mais sofisticada e usar outros materiais em impressões 3D para mais testes.

Fonte: Canaltech

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