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Este fluxo de gás pode colidir com a Via Láctea mais cedo do que se pensava

·3 min de leitura

Quem mora no hemisfério Sul pode aproveitar noites de céu limpo para observar a Grande e a Pequena Nuvem de Magalhães, duas galáxias anãs vizinhas da Via Láctea. Enquanto seguem viajando ao redor da nossa galáxia há alguns bilhões de anos, a gravidade das arrancou uma grande quantidade de gás delas, que deu origem ao Fluxo de Magalhães. Esse fluxo nos ajuda a entender melhor a formação e evolução da Via Láctea e de suas vizinhas — e ele pode estar mais perto da Via Láctea do que se pensava.

Esta foi a conclusão de modelos astronômicos desenvolvidos por cientistas da University of Wisconsin–Madison e do Space Telescope Science Institute, que recriaram o nascimento do Fluxo de Magalhães ao longo dos últimos 3,5 bilhões de anos para descobrir as origens dessa estrutura. Com os dados mais recentes do gás, eles descobriram que o fluxo pode estar cinco vezes mais perto da Terra do que se considerava até então, o que sugere que pode também colidir com a Via Láctea bem mais cedo.

Representação de como o gás no Sistema de Magalhães apareceria no nosso céu noturno (Imagem: Reprodução/Colin Legg / Scott Lucchini)
Representação de como o gás no Sistema de Magalhães apareceria no nosso céu noturno (Imagem: Reprodução/Colin Legg / Scott Lucchini)

Para o estudo, eles trabalharam com dados novos e diferentes suposições sobre o passado das Nuvens de Magalhães e do Fluxo de Magalhães. No ano passado, eles concluíram que o Fluxo é cercado por uma grande camada de gás quente, e usaram essa camada nas novas simulações enquanto trabalharam também com um novo modelo que sugeriam que as galáxias anãs orbitavam uma à outra há apenas 3 bilhões de anos. “Acrescentar a camada ao problema mudou a história orbital das Nuvens”, disse Scott Lucchini, autor principal do estudo.

Assim, eles notaram que, conforme as galáxias anãs foram capturadas pela Via Láctea, a Pequena Nuvem de Magalhães orbitava a Grande em uma direção oposta; conforme uma roubou gás da outra, elas produziram o Fluxo. “A partir mais surpreendente é que os modelos trouxeram o Fluxo para muito mais perto da Via Láctea”, disse o autor. Isso porque a direção oposta da órbita acabou empurrando o Fluxo, que acabou se estendendo para mais perto da Terra do que para o espaço intergaláctico. A maior aproximação dessa estrutura pode ser de apenas 20 kiloparsecs da Terra, ou seja, 65 mil anos-luz de distância; já as Nuvens estariam entre 55 e 60 kiloparsecs.

Além disso, os modelos trouxeram também uma previsão mais precisa de onde encontrar as estrelas do fluxo. Elas foram arrancadas de suas galáxias originais junto do gás e somente algumas foram identificadas até hoje e as demais podem ser encontradas em observações futuras, que podem também confirmar se a reconstrução da origem do fluxo está certa. “Alguns pensaram que as estrelas são fracas demais para serem vistas porque estão muito distantes; mas agora, nós vemos que o fluxo está, basicamente, na parte externa do disco da Via Láctea”, observou ele.

Se o Fluxo de Magalhães realmente estiver tão perto, ele pode ter apenas 20% da massa que era considerada anteriormente. A maior aproximação do fluxo de gás mostra também que essa estrutura poderá começar a se fundir com a Via Láctea em aproximadamente 50 milhões de anos, fornecendo também material fresquinho para dar início à formação de novas estrelas. No fim das contas, embora as estrelas do Fluxo de Magalhães tenham intrigado pesquisadores por décadas, o estudo mostra que, talvez, eles estiveram procurando por elas no lugar errado.

O artigo com os resultados do estudo foi publicado na revista The Astrophysical Journal Letters.

Fonte: Canaltech

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