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Este exoplaneta tem uma substância que fica no limite entre líquido e gasoso

Danielle Cassita
·3 minuto de leitura

Como estamos longe demais das centenas de exoplanetas que já descobrimos pelo espaço, não é possível observá-los diretamente para entender melhor do que eles são feitos; por isso, contamos com métodos de observação a distância que, aos poucos, vão revelando mais sobre eles. Assim, pesquisadores do Netherlands Institute for Space Research, junto da Universidade de Groningen, encontraram hidreto de cromo na atmosfera de um exoplaneta, sendo que isso pode sinalizar a ocorrência de um sistema meteorológico por lá.

Mesmo que sondas espaciais possam observar os planetas e luas do Sistema Solar em busca de formas de vida, expandir essa busca para os outros bilhões de estrelas e os planetas que as orbitam, existentes em pontos distantes da nossa galáxia, não é nada fácil. Assim, uma forma de estudá-los sem precisar ir até lá é por meio de análises da atmosfera que os envolve, que permite encontrar “impressões digitais” valiosas no espectro de transmissão.

Os "Júpiteres quentes" recebem este nome por serem gigantes gasosos com altas temperaturas (Imagem: Reprodução/Kevin Gill/Hot Jupiter)
Os "Júpiteres quentes" recebem este nome por serem gigantes gasosos com altas temperaturas (Imagem: Reprodução/Kevin Gill/Hot Jupiter)

Com elas, os astrônomos podem deduzir quais são as substâncias presentes na atmosfera do planeta e, quem sabe, encontrar condições necessárias para a ocorrência de vida, como os sistemas meteorológicos. Por enquanto, esse é um tipo de pesquisa que está restrito aos planetas gigantes próximos de suas estrelas. Apelidados de “Júpiteres quentes”, esses planetas têm temperaturas altas demais para abrigar a vida como a conhecemos, mas podem ensinar bastante sobre os processos climáticos que ocorrem por lá.

É o caso do exoplaneta do estudo: o WASP-31b, identificado em 2011, orbita sua estrela à distância de 0,047 unidades astronômicas, tem temperatura de cerca de 1.200 °C, está na zona crepuscular entre o dia e a noite e possui uma das menores densidades já observadas. Quando essa densidade é combinada às altas temperaturas, o WASP-31b pode ser um bom candidato para a caracterização atmosférica por meio da espectroscopia de transmissão.

Assim, junto de seus colegas, Marrick Braam, principal autor do estudo, identificou evidências de hidreto de cromo na atmosfera do exoplaneta. O mais curioso é que a temperatura das camadas mais externas do planeta é bem aquela em que a substância fica no limite entre estado líquido e gasoso, em um processo parecido com as condições da ocorrência de água na Terra, quando a água evapora. “O hidreto de cromo pode ter participação importante no possível sistema climático desse planeta, com nuvens e chuva”, explica o autor. Essa foi a primeira vez em que a substância foi encontrada em um Júpiter quente nas condições de pressão e temperatura certas.

Braam ressalta que só foi possível identificar o composto porque eles trabalharam com o telescópio espacial Hubble. Quando o telescópio espacial James Webb for lançado, o que deverá ocorrer no fim deste ano, a equipe planeja utilizá-lo para seguir nas investigações do planeta: “Júpiteres quentes como este têm sempre o mesmo lado voltado para a estrela”, explica Michiel Min, co-autor do estudo. “Por isso, esperamos o lado diurno com o composto em estado gasoso e, no noturno, em estado líquido”, completa.

O artigo com os resultados do estudo foi publicado na revista Astronomy & Astrophysics.

Fonte: Canaltech

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