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Este exoplaneta "perdeu" sua atmosfera com impacto ocorrido há 200 mil anos

·3 min de leitura

A “infância” dos sistemas planetários não costuma ser nada tranquila, já que é nesta etapa que grandes corpos colidem entre si e, assim, formam objetos cada vez maiores — a Lua, por exemplo, é considerada o resultado de uma colisão dessas. Esses eventos violentos ainda não foram observados diretamente, mas, agora, uma equipe liderada por pesquisadores do Massachusetts Institute of Technology, entre outras instituições, encontrou evidências de um impacto do tipo em um sistema estelar pertinho da Terra.

O sistema em questão é formado pela estrela HD 172555, que tem cerca de 23 milhões de anos e, aparentemente, tem um rastro de poeira que pode ter sido deixado por uma colisão recente. Essa poeira tem composição estranha que já vinha intrigando astrônomos há algum tempo — observações recentes mostraram grandes quantidades de minerais raros em grãos bem mais finos que o esperado. “Por esses dois fatores, a HD 172555 foi considerada um sistema estranho”, explicou Tajana Schneiderman, autora líder do estudo.

Então, ela e seus colegas começaram a imaginar o que este gás poderia indicar sobre o passado do sistema. Para isso, usaram dados do radiotelescópio Atacama Large Millimeter Array (ALMA), no Chile, em busca de sinais de monóxido de carbono ao redor de estrelas próximas — e encontraram o composto presente no sistema. Ao medir a abundância do gás, descobriram que ocorria em uma quantidade equivalente a 20% da presença na atmosfera de Vênus, e notaram que o gás circulava em enormes quantidades em um lugar surpreendente.

Representação do impacto entre um objeto menor e um planeta, que pode ter resultado na perda de parte de sua atmosfera (Imagem: Reprodução/Mark A. Garlick)
Representação do impacto entre um objeto menor e um planeta, que pode ter resultado na perda de parte de sua atmosfera (Imagem: Reprodução/Mark A. Garlick)

Curiosamente, o gás estava a apenas 10 unidades astronômicas da estrela — uma característica estranha, já que o monóxido de carbono é vulnerável à radiação da estrela, cujos fótons podem separar as moléculas e quebrá-las. Por isso, o esperado era que houvesse baixa quantidade de monóxido de carbono tão perto da estrela, e o grupo testou uma série de cenários para explicar a abundância e a proximidade do gás. O que mais funcionou para explicar o que viram mostrou que o gás é o que restou após um impacto gigante.

Schneiderman afirma que esta é a única possibilidade que pode explicar todas as características dos dados. “Em sistemas desta idade, esperamos haver impactos gigantes e que sejam comuns; as escalas de tempo, a idade e as restrições morfológicas e de composição funcionam”, explicou ela. “O único processo plausível que possa produzir monóxido de carbono neste sistema neste contexto é um impacto gigante”. A equipe acredita que o gás veio de um impacto ocorrido há pelo menos 200 mil anos, ou seja, um evento suficientemente recente para a estrela não ter tempo para destruir o gás.

Devido à abundância do composto, é provável que o impacto tenha ocorrido entre dois protoplanetas, que devem ter tamanho comparável ao da Terra. O evento foi intenso o suficiente para “arrancar” parte da atmosfera de um dos planetas, que se tornou o gás observado pela equipe. “Mostramos que, se você encontrar monóxido de carbono em algum lugar e morfologia consistente com um impacto gigante, terá um novo caminho para procurar impactos assim e entender como os detritos se comportam depois”, concluiu a autora.

O artigo com os resultados do estudo foi publicado na revista Nature.

Fonte: Canaltech

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