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Este exoplaneta foi “deformado” por sua estrela

·3 min de leitura

A estrela WASP-103 é orbitada por um exoplaneta curioso: além de levar menos de um dia terrestre para completar uma volta ao redor dela, o mundo recém-descoberto é “deformado”, sendo mais parecido com uma bola de futebol americano do que com uma esfera. O exoplaneta foi descoberto pela missão CHEOPS, da Agência Espacial Europeia (ESA) e oferece novos conhecimentos sobre a estrutura interna de planetas afetados por suas estrelas.

Chamado WASP-103b, o exoplaneta fica na constelação de Hércules. Ele tem quase o dobro do tamanho de Júpiter e sua massa equivale a 1,5 vez à do gigante gasoso. Como ele bem próximo de sua estrela, os astrônomos suspeitavam que essa proximidade causaria marés monumentais, mas ainda não haviam conseguido medi-las.

A missão CHEOPS foi lançada em 2019 para estudar estrelas próximas, com o objetivo de observar os exoplanetas que as orbitam (Imagem: Reprodução/ESA/ATG medialab)
A missão CHEOPS foi lançada em 2019 para estudar estrelas próximas, com o objetivo de observar os exoplanetas que as orbitam (Imagem: Reprodução/ESA/ATG medialab)

Assim, dados dos telescópios Cheops, Hubble e Spitzer permitiram que os astrônomos detectassem e entendessem como as forças de maré deformam o exoplaneta, deixando-o com formato alongado. No caso da Terra, as marés ocorrem nos oceanos principalmente pelo “puxão” gravitacional da Lua conforme orbita nosso planeta. O Sol também tem efeito nas marés, mas como está bem mais distante, este efeito não é suficiente para deformar a Terra.

O Cheops coleta medidas de trânsito dos exoplanetas, ou seja, a leve redução na luz da estrela causada pelo mundo passando à frente dela, no nosso ponto de vista. Através da detecção de vários trânsitos, os astrônomos identificaram a deformação de marés no WASP-103b. “Esta é a primeira vez que uma análise do tipo foi feita, e esperamos que observar por um intervalo maior vai nos permitir conhecer melhor a estrutura interna do planeta”, disse Jacques Laskar, coautor do estudo.

Por dentro do exoplaneta “deformado”

Com os dados da curva de luz do trânsito, a equipe derivou um parâmetro para medir a distribuição da massa no planeta, uma forma de entender os detalhes da estrutura interna dele “A resistência de um material à deformação depende da composição dele”, explicou Susana Barros, autora principal do estudo. Por exemplo, considere que, na Terra, temos marés devido à Lua e o Sol, mas só observamos a ocorrência delas nos oceanos.

O exoplaneta WASP-103b foi deformado pelas fortes forças de maré entre ele e sua estrela (Imagem: Reprodução/ESA)
O exoplaneta WASP-103b foi deformado pelas fortes forças de maré entre ele e sua estrela (Imagem: Reprodução/ESA)

Na Terra, a parte rochosa do nosso planeta não se move muito pelas marés. “Ao medir o quanto o planeta é deformado, podemos dizer quanto dele é rochoso, líquido ou gasoso”, disse. Eles descobriram que WASP-103b parece ter estrutura similar à de Júpiter, mesmo com o dobro do raio do gigante gasoso do Sistema Solar; é possível que o planeta esteja “inchado” devido ao calor da estrela, somado a outros mecanismos.

Outro mistério envolve o período orbital do planeta. Normalmente, as interações de maré entre a estrela e o exoplaneta bem próximo dela fariam com que ele levasse cada vez menos tempo para orbitar a estrela, até acabar engolido por ela em algum momento. Curiosamente, as medidas do WASP-103b parecem indicar que, na verdade, o período orbital estaria aumentando, de modo que o planeta parece estar se afastando da estrela.

Isso sugere haver algo além das forças de maré afetando este mundo — os autores investigaram alguns possíveis cenários, como a presença de alguma outra estrela ou que o planeta tenha órbita elíptica. Por isso, observações futuras devem ajudar a esclarecer alguns dos mistérios envolvendo este planeta. “Se conseguirmos confirmar os detalhes da estrutura interna dele com observações futuras, talvez consigamos entender melhor o que o torna tão inflado”, concluiu Barros.

O artigo com os resultados do estudo foi publicado na revista Astronomy & Astrophysics.

Fonte: Canaltech

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