Mercado fechará em 6 h 59 min
  • BOVESPA

    102.814,03
    +589,77 (+0,58%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    49.796,30
    +303,78 (+0,61%)
     
  • PETROLEO CRU

    68,16
    -1,79 (-2,56%)
     
  • OURO

    1.794,80
    +9,60 (+0,54%)
     
  • BTC-USD

    57.653,99
    +645,91 (+1,13%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.465,66
    +36,73 (+2,57%)
     
  • S&P500

    4.655,27
    +60,65 (+1,32%)
     
  • DOW JONES

    35.135,94
    +236,60 (+0,68%)
     
  • FTSE

    7.042,79
    -67,16 (-0,94%)
     
  • HANG SENG

    23.475,26
    -376,98 (-1,58%)
     
  • NIKKEI

    27.821,76
    -462,16 (-1,63%)
     
  • NASDAQ

    16.316,75
    -74,00 (-0,45%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,3624
    +0,0332 (+0,52%)
     

Este exoplaneta é um dos gigantes gasosos mais extremos já encontrados

·3 min de leitura

Um trabalho colaborativo entre membros do telescópio espacial Transiting Exoplanet Survey Satellite (TESS) e pesquisadores de diversos países, liderados por Ian Wong, da NASA, resultou na descoberta de um exoplaneta considerado um dos “Júpiteres ultraquentes” mais extremos já identificados.

O TOI-2109b tem cinco vezes a massa de Júpiter e leva apenas 16 horas para viajar ao redor de sua estrela, o que torna sua órbita a mais curta dos gigantes gasosos já identificados. O artigo com os resultados do estudo foi publicado no The Astronomical Journal.

Como tem órbita curta e está bem próximo da estrela, o lado diurno do planeta pode ter temperaturas que chegam a 3.500 K, algo próximo dos 6.000 ºC. Com isso, esse exoplaneta pode ser tão quente quanto sua estrela, considerado também o segundo mais quente já detectado até hoje. Além disso, os astrônomos consideram também que o TOI-2109b esteja no processo de “decaimento orbital”, ou seja, está em uma trajetória espiral em direção à estrela.

Representação do exoplaneta (Imagem: Reprodução/NASA, ESA e G. Bacon)
Representação do exoplaneta (Imagem: Reprodução/NASA, ESA e G. Bacon)

Devido a sua órbita, ele pode seguir nessa espiral mais rapidamente que outros Júpiteres quentes — os pesquisadores acreditam que isso está acontecendo a uma taxa de 10 a 750 milissegundos por ano, mais rápido que qualquer outro Júpiter quente já observado. A estrela é aproximadamente 50% maior que o Sol em termos de tamanho e massa, e o planeta parece ser cinco vezes maior que Júpiter e está a cerca de 2,4 milhões de quilômetros dela.

O que esse exoplaneta pode nos ensinar

Hoje, a lista de exoplanetas orbitando outras estrelas já reúne mais de 4.000 planetas distantes de tipos diversos, como superterras, mininetunos e gigantes gasosos colossais. O exoplaneta em questão é considerado um “Júpiter quente”, ou seja, é uma bola de gás grande e massiva, que tem tamanho parecido com o do nosso vizinho do Sistema Solar. Por outro lado, esses exoplanetas orbitam suas estrelas em menos de 10 dias, enquanto Júpiter leva 12 anos para isso.

O TOI-2109b foi descoberto inicialmente através do TESS, que começou a observar a estrela TOI-2109 em 2013. Cerca de um mês depois, o telescópio passou a coletar medidas da luz da estrela, analisadas pelos cientistas em busca de sinais de trânsito — tratam-se de pequenas reduções na luz da estrela que podem ser causadas por um objeto passando à frente dela, como um planeta. No fim, os dados do TESS mostraram que, de fato, a estrela tinha um objeto que passava por ela a cada 16 horas.

Conceito do Telescópio Espacial TESS (Imagem: Reprodução/NASA)
Conceito do Telescópio Espacial TESS (Imagem: Reprodução/NASA)

Após notificar a comunidade astronômica e realizar observações de acompanhamento em outras frequências, os astrônomos confirmaram que o objeto era um planeta. “Tudo correspondia a um planeta e percebemos que tínhamos algo muito interessante e relativamente raro”, disse Avi Shporer, coautor do estudo. Futuramente, os autores esperam observar o planeta com ferramentas mais poderosas, como o telescópio espacial Hubble e até o James Webb, que deverá ser lançado em dezembro.

Shporer explica que, desde o início da ciência exoplanetária, os Júpiteres quentes são considerados “estranhos”. “Como um planeta tão massivo e grande quanto Júpiter alcança uma órbita que tem apenas alguns dias de duração? Não temos nada assim no nosso Sistema Solar, e vemos isso como uma oportunidade para estudá-los e ajudar a explicar a existência deles”, disse. Assim, observações futuras podem ajudar também a esclarecer as condições sob as quais esses planetas estão submetidos conforme se movem a suas estrelas.

Fonte: Canaltech

Trending no Canaltech:

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos