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Este aglomerado de galáxias tem gás 25 vezes mais quente que o núcleo do Sol

Daniele Cavalcante
·2 minuto de leitura

Aglomerados de galáxias são estruturas cósmicas impressionantes. Eles estão em toda parte, afinal, todas as galáxias fazem parte de um aglomerado. A própria Via Láctea é parte de um, chamado Grupo Local, que por sua vez é parte do Superaglomerado de Virgem. Há muitos outros, como o HSC J023336-053022 (XLSSC 105), que passa por um processo de colisão interna, elevando a temperatura de seu gás a níveis inimagináveis.

Descoberto tanto pelo XMM-Newton X-ray Observatory da ESA, quanto pelo telescópio NAOJ’s Subaru optical-infrared no Hawaii, cada um com suas pesquisas independentes, essa estrutura fica a 4 bilhões de anos-luz da Terra e parece uma fornalha cósmica: o aglomerado aquece o material ali presente em centenas de milhões de graus Celsius.

Assim como ocorre em outros aglomerados, o XLSSC 105 conta com subgrupos de galáxias, e você pode distingui-los com os dois círculos azul-púrpura em cada lado no centro da imagem abaixo. Eles marcam a localização de dois sub-grupos dentro do aglomerado e eles estão se movendo lentamente um em direção ao outro. Este é um processo de colisão que vai demorar muito para se completar, mas, enquanto isso, a aproximação aquece o gás de lá a temperaturas para lá de intensas.

(Imagem: Reprodução/GBT Green Bank Observatory/National Science Foundation/Subaru Tele-scope/National Astronomical Observatory of Japan/HSC-SSP collaboration/ESA/XMM-Newton/XXL survey consortium)
(Imagem: Reprodução/GBT Green Bank Observatory/National Science Foundation/Subaru Tele-scope/National Astronomical Observatory of Japan/HSC-SSP collaboration/ESA/XMM-Newton/XXL survey consortium)

Três equipes internacionais de astrônomos observaram o HSC J023336-053022 em todo o espectro eletromagnético, ou seja, em comprimentos de ondas das cores visíveis e invisíveis ao olho humano, além de raios-X e rádio, para isolar e analisar diferentes aspectos desta região. Isso foi necessário porque cada tipo de elemento e fenômeno emite sinais em comprimentos de onda diferentes. O resultado dessa abordagem é a imagem acima.

As galáxias individuais que fazem parte do aglomerado aparecem em laranja e a matéria escura está representada na cor azul. A matéria escura é invisível, mas pode ser mapeada através de observações do Subaru. O gás quente e denso aparece em verde, enquanto o gás quente, fino e de alta pressão aparece em vermelho. É este último que permeia os aglomerados e preenche o espaço entre as galáxias.

Na região onde o verde muda para o vermelho, está a representação do aquecimento de gás devido ao processo de colisão entre os subgrupos. Capturar esse detalhe através das ondas de rádio tornou tudo mais interessante, pois muitos estudos de colisões de grupos galácticos acabam por não fazer esse tipo de registro.

Antes desse aquecimento, o gás já é bastante quente, em torno de 40 milhões de graus Celsius — cerca de 2,7 vezes mais quente que o centro do Sol. Com o processo de colisão, essa temperatura é bem mais de 25 vezes mais quente que o núcleo da nossa estrela. Não é à toa que este aglomerado foi apelidado pela ESA de "fornalha cósmica".

Fonte: Canaltech

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