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Este aglomerado de galáxias surgiu quando o universo tinha 750 milhões de anos

Daniele Cavalcante
·3 minuto de leitura

Uma equipe internacional de astrônomos conseguiu encontrar o proto-aglomerado alta densidade de galáxias mais distante já observado — e, portanto, o mais antigo. O objeto incrivelmente massivo se formou quando o universo tinha apenas 750 milhões de anos, 6% de sua idade atual. Na cronologia do universo, no final de um período conhecido como “era da reionização”. O estudo foi publicado na revista Nature.

Quando o universo tinha cerca de 350 milhões de anos, ainda não havia estrelas, muito menos galáxias. O Big Bang tinha deixado apenas gases neutros, principalmente o hidrogênio. À medida que os átomos se agruparam, as primeiras estrelas nasceram, assim como os primeiros quasares, dando início à época da reionização. Esse nome foi escolhido pelos astrônomos porque foi quando o gás se ionizou e os fótons de alta energia, produtores de luz, puderam viajar pelo espaço.

Essa época durou pouco, apenas cerca de 370 milhões de anos, mas houve tempo para a formação das primeiras grandes estruturas do universo. Estamos falando das galáxias, mas elas ainda não eram exatamente como as conhecemos hoje, mas formaram grupos, ou aglomerados de galáxias. Ainda não podemos ver como as galáxias eram quando esses aglomerados surgiram, mas o novo estudo mostrou uma época bem próxima: 750 milhões de anos após o Big Bang.

Conceito artístico de um aglomerado de galáxias antes do universo completar seu primeiro bilhão de anos (Imagem: Reprodução/ESO/M. Kornmesser)
Conceito artístico de um aglomerado de galáxias antes do universo completar seu primeiro bilhão de anos (Imagem: Reprodução/ESO/M. Kornmesser)

Observar uma estrutura de uma época tão distante é possível porque o aglomerado está tão distante que sua luz levou cerca de 13 bilhões de anos para viajar até chegar à Terra. Ou seja, estamos vendo o objeto como ele era naquela época, e não como ele é agora. Mas para ver uma luz tão distante e fraca, foi necessário muito tempo de observação, usando uma série de instrumentos sensíveis, tais como a Dark Energy Camera, acoplada ao Telescópio Victor M. Blanco e o telescópio Magalhães, que fica no Observatório Las Campanas, ambos no Chile.

De acordo com a equipe, a massa do aglomerado é equivalente à do aglomerado Coma, que fica no universo próximo, apenas a 300 milhões de anos-luz da Terra. O Coma é um superaglomerado de galáxias com um diâmetro de 20 milhões de anos-luz e contém mais de 3 mil galáxias. Isso significa que o novo aglomerado deve ter mais ou menos essa mesma quantidade de galáxias, com a diferença de ser um dos objetos mais antigos já descobertos.

A pesquisa foi realizada por um grupo chamado Lyman Alpha Galaxies in the Epoch of Reionization, ou simplesmente LAGER. Eles se dedicam a entender a física na época da reionização, mais precisamente a formação e evolução das galáxias naqueles tempos. “Essa pesquisa é importante porque estabelece as condições da matéria no universo no momento da reionização, quando as galáxias se formaram”, explica Leopoldo Infante, um dos autores do estudo. Para ele, a descoberta do aglomerado torna possível entender como esse tipo de estrutura se formaram e quais eram as condições iniciais do universo para que elas pudessem surgir.

Fonte: Canaltech

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