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Este aglomerado estelar tem uma bolha de gás que surpreendeu os astrônomos

·3 minuto de leitura

O observatório voador SOFIA observou um aglomerado de estrelas já bem conhecido, chamado Westerlund 2, e encontrou algo que as observações anteriores não haviam detectado: uma bolha de gás em expansão. Estudos já haviam sugerido que bolhas desse tipo só poderiam surgir em duplas, mas os pesquisadores do novo estudo mostraram que também pode acontecer de uma única bolha se formar.

Esse aglomerado está localizado a aproximadamente 20 mil anos-luz de distância na constelação de Carina, e já foi destaque nas icônicas imagens do Hubble, em comemoração ao 25º aniversário do telescópio espacial. Entretanto, mesmo aquela imagem rica em detalhes deixou escapar a curiosa bolha de gás que há em torno do Westerlund 2. Isso acontece porque nem sempre os pesquisadores observam a luz dos objetos cósmicos em todos os comprimentos de ondas. Para complicar ainda mais, os gases da bolha se misturam e se sobrepõem com nuvens circundantes, então fica difícil distinguir uma bolha individual.

Maitraiyee Tiwari, pesquisadora de pós-doutorado no Departamento de Astronomia da Universidade de Maryland, decidiu observar o objeto em todo o espectro eletromagnético, desde os raios-X às ondas de rádio, o que resultou em uma imagem que mostrou a bolha com nitidez. "Quando estrelas massivas se formam, elas liberam ejeções muito mais fortes de prótons, elétrons e átomos de metal pesado, em comparação com o nosso Sol", explicou Tiwari. "Essas ejeções são chamadas de ventos estelares, e ventos estelares extremos são capazes de soprar e formar bolhas nas nuvens circundantes de gás frio e denso".

O aglomerado Westerlund 2 em uma observação anterior do SOFIA (Imagem: NASA/SOFIA)
O aglomerado Westerlund 2 em uma observação anterior do SOFIA (Imagem: NASA/SOFIA)

Assim, a equipe conseguiu não apenas observar, mas também medir o raio, massa e a velocidade com que a bolha está se expandindo. A superfície dela, assim como acontece em outras conchas semelhantes, é feita de um gás denso de carbono ionizado que forma uma espécie de camada externa ao redor da bolha. Essas informações apareceram nas linhas de infravermelho, e foi possível criar uma visão 3D da bolha em torno do aglomerado Westerlund 2.

Além de provar que é possível encontrar uma única bolha impulsionada pelo vento estelar ao redor do aglomerado de estrelas, a equipe também encontrou evidências de outra suspeita que os astrônomos tinham: a de que novas estrelas se formam na região da concha das bolhas. A análise também sugere que à medida que a bolha se expandia, um de seus lados se abriu, liberando plasma quente e desacelerando a expansão. Entretanto, cerca de 200 mil ou 300 mil anos atrás, uma estrela Wolf-Rayet chamada WR 20 evoluiu e fez com que a concha voltasse a expandir.

Com uma estrela Wolf-Rayet (um tipo de estrela massiva e evoluída) soprando ventos estelares, e com a bolha ao redor do Westerlund 2 se expandindo novamente, o aglomerado experimentou um novo processo de formação de estrelas. “Isso sugere que as estrelas continuarão a nascer nesta concha por um longo tempo", disse Tiwari, "mas à medida que esse processo avança, as novas estrelas se tornarão cada vez menos massivas". Os resultados foram publicados no Astrophysical Journal.

Fonte: Canaltech

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