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Este é um dos maiores remanescentes de supernova já detectado na Via Láctea

Daniele Cavalcante
·2 minuto de leitura

Astrônomos estimam que na Via Láctea há cerca de 1.200 remanescentes de supernova (SNR), mas até agora foram encontrados apenas 300, a maioria identificada por pesquisas em comprimentos de onda de rádio. No entanto, uma equipe encontrou recentemente outro remanescente, dessa vez através da observação em outros comprimentos de onda que não o rádio.

Imagem do remanescente de supernova capturada pelo eROSITA (Imagem: Reprodução/Becker)
Imagem do remanescente de supernova capturada pelo eROSITA (Imagem: Reprodução/Becker)

Para essa descoberta, pesquisadores usaram o instrumento Röntgen Survey Imaging Telescope Array (eROSITA), que está a bordo do observatório espacial russo-germânico Spektr-RG. Foi através de ondas de raios-X que o grande remanescente de supernova foi detectado, e os autores da pesquisa apelidaram a estrutura de "Hoinga". Ele é agora um dos maiores SNR já detectados em comprimentos de onda diferentes do rádio.

Os SNRs são estruturas difusas formada de gases e materiais de uma estrela que explodiu. A onda de choque da explosão é tão intensa que não apenas o material dela é expelido para o espaço, como também a própria matéria interestelar nas vizinhanças da estrela é empurrada. O resultado são as belíssimas estruturas multicoloridas que vemos em imagens de algumas nebulosas.

Ao explodir, uma estrela dispersa os elementos formados, incluindo gases e metais. Esse material será importante na formação de novos objetos e a energia liberada ajudará a aquecer o meio interestelar, além de fornecer aceleração dos raios cósmicos galácticos. Esse processo leva algumas centenas de milhares de anos, ou mais, mas enquanto o material ainda está relativamente próximo do ponto onde a estrela original se localizada, a nebulosa permanece em seu formato exuberante.

Embora o SNR tenha recebido o apelido em referência ao nome medieval de uma cidade (que não por acaso é onde um dos autores do estudo nasceu), o nome oficial do objeto é G249.5+24.5. De acordo com o estudo, aceito para publicação na revista Astronomy & Astrophysics, o Hoinga tem um diâmetro grande o suficiente para colocá-la entre um dos maiores SNR já encontrados.

Conceito artístico de uma supernova (Imagem: NASA/ESA/G. Bacon)
Conceito artístico de uma supernova (Imagem: NASA/ESA/G. Bacon)

Quanto à morfologia, o Hoinga tem formato circular e emissão difusa de raios-X por quase toda a concha do remanescente. Aliás, essa concha sugere que se trata de um SNR clássica, de natureza altamente circular, provavelmente ainda se expandindo de modo uniforme. Em outras palavras, o material da estrela que explodiu é expelido por todos os lados, mantendo a forma circular do astro original.

Por fim, o remanescente está localizado a aproximadamente 1.600 anos-luz, de acordo com as estimativas dos cientistas, e sua idade é de algo entre 21 mil e 150 mil anos. equipe de astrônomos liderados por Werner Becker do Instituto Max Planck de Física Extraterrestre em Garching, Alemanha, relatou tal descoberta.

Fonte: Canaltech

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