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Estaria o CEO da Pfizer duvidando de sua própria vacina? Calma, nós explicamos

·3 min de leitura

Tirada do contexto, uma frase do CEO da farmacêutica norte-americana Pfizer, Albert Bourla, sugere que duas doses da vacina contra a covid-19 não protegeriam contra a covid-19. O executivo teria afirmado que a vacina oferece proteção bem limitada. No entanto, não foi exatamente isso que aconteceu e a conversa era sobre a variante Ômicron.

Durante uma entrevista para o site Yahoo Finance, o CEO da Pfizer falava sobre a nova cepa e disse: "Sabemos que duas doses da vacina oferecem proteção muito limitada, se houver. Três doses, com o reforço, oferecem proteção razoável contra hospitalização e mortes — e, novamente, penso que isso seja muito bom — e menos proteção contra a infecção [leve ou assintomática]".

CEO da Pfizer defende a importância da terceira dose na proteção contra a variante Ômicron da covid (Imagem: Reprodução/Erika8213/Envato)
CEO da Pfizer defende a importância da terceira dose na proteção contra a variante Ômicron da covid (Imagem: Reprodução/Erika8213/Envato)

Para a BBC, um porta-voz da Pfizer esclareceu que Bourla estava se referindo a pesquisas, sugerindo que "duas doses da podem não ser suficientes para proteger contra a infecção causada pela variante Ômicron". No entanto, essas pessoas vacinadas ainda possuem algumas proteções contra as formas graves da doença, como as células T de memória. Vamos explicar.

"O risco para a pessoa vacinada [com duas doses] e com reforço é baixo. Alguém que é geralmente saudável e vacinado, provavelmente, não terminará no hospital se contrair a Ômicron. Aqueles que não são vacinados permanecem em alto risco de doenças graves, e um dos problemas que estamos vendo é que os hospitais estão ficando cheios por causa do número de pessoas não-vacinadas, infectadas com a covid-19", explica a médica Leana Wen, da Universidade George Washington, para a CNN.

Ômicron e terceira dose: o que diz a ciência

Estudos da própria Pfizer, feitos em laboratório, apontam que pessoas com três doses da vacina têm anticorpos com maior capacidade de neutralizar a variante Ômicron do que quem recebeu apenas duas doses. Inclusive, esse é um dos motivos que levam países a adotarem as doses de reforço nesta nova onda da pandemia.

Inclusive, os Estados Unidos já autorizaram que todos os adolescentes (com mais de 12 anos) e alguns grupos de crianças (entre 5 e 11 anos) com comorbidades ou que sejam imunossuprimidas possam receber as doses de reforço da vacina da Pfizer. Estes eram os únicos a não serem contemplados pelos reforços.

E as crianças?

Vale destacar que a orientação para a terceira dose da vacina para crianças e adolescentes já foi aprovada pela Food and Drug Administration (FDA) e pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC). Ambas instituições regulam o uso de imunizantes nos EUA.

Reforço

"Com base na avaliação do FDA dos dados atualmente disponíveis, uma dose de reforço das vacinas atualmente autorizadas pode ajudar a fornecer melhor proteção contra as variantes Delta [B.1.671.2] e Ômicron", explicou Peter Marks, diretor do Centro de Avaliação e Pesquisa Biológica do FDA, justificando a decisão na época.

Sobre a questão da terceira dose, a médica Wen destaca a importância do reforço também para os mais jovens, o que ela recomenda. "As duas primeiras doses protegem bem contra doenças graves, mas a eficácia contra a Ômicron para quadros leves é diminuída. A dose de reforço restaura essa proteção", esclarece.

Nova vacina contra a Ômicron

Diante da redução da proteção oferecida contra a variante Ômciron do coronavírus, o CEO da Pfizer também anunciou que uma nova fórmula, desenvolvida especificamente contra a nova cepa, deverá ser apresentada em março.

"Agora, estamos trabalhando em uma nova versão de nossa vacina que também abrangerá a [variante] Ômicron. E, claro, estamos aguardando os resultados finais. A vacina estará pronta em março e conseguiremos produzi-la massivamente", detalhou Bourla para o Yahoo.

Fonte: Canaltech

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