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Estamos preparados para atuar num sistema financeiro mais competitivo, diz Bracher

Talita Moreira
·3 minutos de leitura

Presidente do Itaú Unibanco afirma que, diante do desafio tecnológico, o banco preferiu transformar o antigo e adaptá-lo aos novos tempos a criar uma estrutura nova O presidente do Itaú Unibanco, Candido Bracher, afirmou que a instituição vai “vencer a situação competitiva completamente nova” que se vê no mercado. “Estamos preparados para atuar num sistema financeiro muito mais competitivo”, afirmou. De acordo com o executivo, o desafio tecnológico impõe escolher entre transformar o antigo e adaptá-lo aos novos tempos ou criar uma estrutura nova. O Itaú optou por abraçar esse estado permanente de transformação, já que o “novo se torna velho em pouco tempo”. “No futuro, terá êxito a companhia que estiver permanentemente em transformação”, afirmou Bracher durante evento da Itaúsa para investidores. “Temos que nos sentir confortáveis em estar em transformação.” O Itaú optou por um caminho diferente do adotado pelo Bradesco, que criou o banco digital Next enquanto digitaliza as operações da instituição tradicional. O presidente da Itaúsa, Alfredo Setubal, comentou que o grupo fez a opção de ter um banco digital com o Itaú como plataforma. “É um desafio enorme passar por essa transformação cultural do banco tradicional para o digital, mas o Itaú está preparado. O banco é um transatlântico, então os movimentos são lentos. Mas estou bastante otimista que vamos superar essa fase de transição e sairemos muito mais fortalecidos”, comentou. Bracher destacou que o Itaú dobrou a quantidade de horas trabalhadas em tecnologia e o resultado advindo delas. O executivo também destacou a compra da Zup IT, que trouxe mais de 1,5 mil técnicos para o banco, e disse que a instituição contratou mais 850 neste ano. “Estamos com 250 cientistas de dados e estamos crescendo esse número”, disse. Para Bracher, os pilares adotados pelo banco - centralidade do cliente, atenção aos colaboradores e busca de eficiência - se mostraram eficientes durante a crise. “Hoje fico satisfeito de ver a rapidez com que fomos capazes de reagir e a maneira ampla com que pudemos atender as expectativas e necessidades de clientes. Mas o que mais me chama a atenção é que as ferramentas usadas são as mesmas com as quais temos trabalhado no planejamento para o futuro”, afirmou. Candido Bracher, presidente do Itau Unibanco, diz que o banco está preparado para cenário de maior competição Claudio Belli/Valor Mudanças regulatórias Bracher afirmou que mudanças regulatórias como o sistema de pagamentos instantâneos Pix e o open banking devem dinamizar muito o sistema financeiro. Segundo ele, é natural que essas mudanças tragam para o mercado muitos novos participantes, mas isso deve beneficiar o banco, já que gera uma bancarização adicional da população. Bracher comentou que os clientes provavelmente poderão usar o Pix em vez de TEDs e DOCs. “Isso deve dar um impacto inicial em receita, mas representa menos de 1% da receita total de serviços do banco”, comentou. Bracher ressaltou que o Itaú quer estar entre as melhores empresas do mundo em satisfação dos clientes. “É um caminho longo, mas um objetivo alcançável”. Sobre a parceria com a XP, Bracher lembrou que inicialmente a intenção do Itaú era ter uma integração muito maior com a corretora, mas isso acabou sendo barrado pelo Banco Central. “A XP se tornou um investimento financeiro do banco. Acompanhamos a evolução deles e, no momento, estamos satisfeitos”, afirmou.