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Estamos em uma fase de desentendimento político, diz Guedes sobre reformas

BERNARDO CARAM
·3 minuto de leitura
***ARQUIVO***BRASÍLIA, DF, 04.11.2020 - Ministro da Economia, Paulo Guedes, durante cerimônia alusiva à marca de 100 milhões de poupanças sociais digitais. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
***ARQUIVO***BRASÍLIA, DF, 04.11.2020 - Ministro da Economia, Paulo Guedes, durante cerimônia alusiva à marca de 100 milhões de poupanças sociais digitais. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O ministro Paulo Guedes (Economia) disse nesta quinta-feira (3) que um desentendimento político envolvendo a disputa pelo comando da Câmara paralisou a pauta de reformas estruturantes defendidas pelo governo.

Ao afirmar que propostas da equipe econômica avançaram no Senado, mesmo em período eleitoral, Guedes disse esperar que a Câmara vote textos como a reforma administrativa e o projeto sobre autonomia do Banco Central.

Em evento virtual promovido pela CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção), o ministro afirmou que o governo vinha conversando com membros do Congresso sobre a reforma tributária até as últimas semanas. Segundo ele, esse diálogo foi encerrado.

"Com esse desentendimento político envolvendo a disputa da presidência da Câmara, esses entendimentos estão parcialmente interrompidos. A conversa está mais ou menos interrompida porque o eixo governista quer a aprovação do BC independente e da reforma administrativa, que já está lá [na Câmara], e o relator [da reforma tributária] e o presidente da Câmara [Rodrigo Maia] preferem começar a tributária agora", afirmou.

"Estamos em uma fase de desentendimento político. Está parado porque está havendo um desentendimento político, está bastante claro para o Brasil inteiro, mas é natural, é da democracia", disse.

De acordo com Guedes, há uma "disfunção no sistema", apesar da ajuda dada pelo Congresso ao Executivo no primeiro ano de governo, com a aprovação da reforma da Previdência. Ele também citou o trabalho conjunto neste ano para a aprovação de medidas de mitigação dos efeitos da pandemia do novo coronavírus.

"Está parado, mas, na verdade, pode ser retomado rapidamente, acho que vamos fazer um acordo, pode ser retomado... Ou agora, ou então depois. Mas a verdade é que nós vamos fazer essa reforma", disse.

A eleição para as mesas diretoras no Congresso será em fevereiro. Na Câmara, Maia (DEM-RJ) tenta a reeleição para a presidência. Seu principal opositor é Arthur Lira (PP-AL), membro do centrão que tenta se colocar como candidato do Palácio do Planalto.

A disputa dos grupos na Câmara também travou a tramitação do Orçamento de 2021. Até o momento, os parlamentares não aprovaram nenhuma das pospostas para as contas do ano que vem, o que coloca em risco o funcionamento da máquina pública.

A expectativa no Congresso é que a lei que traça as diretrizes para o Orçamento do ano seja votada ainda neste mês, o que colocaria as contas do governo em uma espécie de piloto automático a partir de janeiro, com gastos limitados.

O Orçamento do ano apenas será integralmente autorizado após a aprovação da LOA (Lei Orçamentária Anual). Ainda não há previsão para essa votação.

No evento, Guedes voltou a dizer que a economia está se recuperando de maneira acelerada. Segundo ele, o desafio agora será manter o crescimento após a retirada de estímulos, como o auxílio emergencial, que se encerra neste mês.

Na avaliação do ministro, a pandemia está mostrando um repique por conta do afrouxamento nas normas de distanciamento social.

"Há, naturalmente, com essa redução do distanciamento, um repique. Mas um repique não é uma segunda onda. Segunda onda é algo mais intenso", disse.