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Estados Unidos retiram funcionários diplomáticos do Iraque

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Funcionários e interesses americanos foram alvo de ataques com foguetes e de bombas em estradas

A embaixada dos Estados Unidos em Bagdá decidiu retirar parte de seus funcionários por motivo de segurança, após uma série de ataques com foguetes contra interesses americanos no país nos últimos meses, anunciaram autoridades iraquianas à AFP.

"É uma retirada menor, baseada em preocupações com a segurança por parte dos americanos. É possível que retornem, é apenas uma medida de precaução", esclareceu uma fonte iraquiana, que pediu para não ser identificada. "Os principais diplomatas, entre eles o embaixador, irão permanecer. Não há ruptura diplomática."

Segundo outro funcionário iraquiano, a retirada parcial tem como objetivo "minimizar os riscos". Ele não especificou quantos diplomatas americanos serão retirados entre as centenas presentes no país.

O Departamento de Estado não comentou o assunto e lembrou que a segurança dos representantes americanos e de seus cidadãos e instalações continua sendo sua prioridade. Também assinalou que o embaixador Matthew Tueller permanece em Bagdá.

Funcionários e interesses americanos foram alvo de ataques com foguetes e de bombas em estradas. Washington responsabiliza grupos pró-Irã e, em represália, bombardeou duas vezes um deles, o Kataeb Hezbollah.

Como os ataques continuavam, os Estados Unidos deram um ultimato a Bagdá, ameaçando fechar sua embaixada. Em consequência, os grupo pró-Irã concordaram com uma trégua, em meados de outubro. Em 17 de novembro, no entanto, novos disparos de foguetes foram feitos contra bairros da capital e causaram a morte de uma criança.

Todos temem semanas difíceis antes da transferência de poder na Casa Branca, onde o presidente Donald Trump seguiu uma estratégia de "pressão máxima" contra o Irã que também afetou seus aliados no Iraque.

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