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Estados Unidos anunciam coalizão espacial com Elon Musk e Jeff Bezos

Coalizão espacial foi anunciada por Kamala Harris através de um comunicado oficial (Photo by Brandon Bell/Getty Images)
Coalizão espacial foi anunciada por Kamala Harris através de um comunicado oficial (Photo by Brandon Bell/Getty Images)
  • Objetivo é criar novos oportunidades de empregos na indústria espacial;

  • Coalizão também contará com empresas como Lockheed Martin e Boeing;

  • Plano faz parte do esforços de re-industrialização da economia americana.

A vice-presidente dos Estados Unidos, Kamala Harris, anunciou nesta sexta-feira que os EUA estão criando uma coalizão de grandes empresas para ampliar o setor aeroespacial do país.

Dentre as empresas selecionadas, as principais que se tornarão âncoras da coalizão são a Blue Origin, fundada por Jeff Bezos, a Boeing, famosa pela fabricação de aviões, a Lockheed Martin, que fabrica aviões de guerra e mísseis, e a Northrop Grumman.

Outras empresas que também farão parte, embora em um papel menor, são a SpaceX, de Elon Musk, a Amazon, também de Jeff Bezos, e a Virgin Orbit, de Richard Branson. A notícia foi dada através de um comunicado oficial da Casa Branca.

O objetivo da coalizão é ampliar o leque de oportunidades de trabalho na indústria espacial para pessoas que vêm de origens sub-representadas. Já no mês que vem a Casa Branca irá apresentar três programas-piloto, criados em parceria com a coalizão.

Os Estados Unidos estão em um esforço de re-industrialização da sua economia. Nos últimos anos, frente a problemas na cadeia logística mundial, o país se viu na necessidade de depender menos da economia global.

A recente iniciativa espacial pode ser vista como parte desses investimentos, que buscam além de criar mais empregos, focar em setores estratégicos científicos-tecnológicos como forma de combater o rápido crescimento chinês.

A estratégia já havia sido anunciada pela representante comercial americana, Katherine Tai, que afirmou ainda em março que o país iria mudar o foco de sua política de comércio exterior, reconstruindo sua indústria e reduzindo o envolvimento com economias “pouco amigáveis".