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Estados do Sudeste e do Sul lideram ranking de inovação

·3 minuto de leitura

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Estados do Sudeste e do Sul têm destaque na busca por inovação e se consolidam na liderança de ranking nacional da área, aponta a terceira edição do Índice Fiec de Inovação dos Estados.

O estudo, lançado nesta quarta-feira (29), é feito pelo Observatório da Indústria da Fiec (Federação das Indústrias do Estado do Ceará), com apoio da ABDI (Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial).

O índice anual avalia uma série de políticas públicas e ações privadas que são consideradas relevantes na busca por inovação nas diferentes regiões do país.

A variação vai de zero a um. Quanto mais próximo o índice for de um, mais inovador é o estado em questão. Das 10 primeiras posições do ranking geral de 2021, 7 são preenchidas por membros das regiões Sudeste e Sul.

São Paulo ocupa o primeiro lugar desde a primeira edição. De 2020 para 2021, o estado até viu seu indicador recuar de 0,892 para 0,796, mas ainda segue com alguma folga na liderança.

Santa Catarina (0,508) ganhou uma posição, subindo do terceiro para o segundo lugar. Com isso, deixou o vizinho Rio Grande do Sul (0,448) para trás.

Rio de Janeiro (0,441) e Paraná (0,420) aparecem na sequência. Os dois continuaram na quarta e na quinta posições, respectivamente.

"Estados com renda mais elevada, no Sul e no Sudeste, lideram o ranking. O cenário também é fruto de políticas públicas mais exitosas e realizadas há décadas nesses locais, além do processo histórico de desenvolvimento industrial, com polos de tecnologia e inovação", afirma Guilherme Muchale, gerente do Observatório da Indústria da Fiec.

As únicas unidades da federação que aparecem entre as 10 primeiras e que estão fora do Sudeste e do Sul são Distrito Federal (0,273), na sétima colocação, Amazonas (0,258), na oitava, e Pernambuco (0,237), na 10ª.

As últimas posições do ranking são ocupadas por estados do Norte e do Nordeste. Tocantins (0,072) continuou na 27ª colocação. Alagoas (0,088) perdeu duas em relação a 2020, caindo para a 26ª.

"O quadro é reflexo dos grandes desafios econômicos e sociais das regiões Norte e Nordeste. A renda per capita menor é um deles", diz Muchale.

O Índice Fiec de Inovação dos Estados reflete o desempenho dos estados em duas dimensões: capacidades e resultados. As dimensões, por sua vez, somam 12 indicadores.

O índice de capacidades captura os seguintes elementos: investimento público em ciência e tecnologia, capital humano na graduação, capital humano na pós-graduação, inserção de mestres e doutores, instituições, infraestrutura e cooperação.

Já o índice de resultados avalia competitividade global, intensidade tecnológica, propriedade intelectual, produção científica e empreendedorismo.

São Paulo é líder tanto em capacidades quanto em resultados. O estado também se destaca por ocupar a primeira posição nos rankings específicos de 7 dos 12 indicadores pesquisados.

O indicador no qual São Paulo apresentou sua pior colocação foi o de cooperação. Frente a 2020, o estado caiu uma posição, passando para o quinto lugar.

Cooperação analisa as conexões entre diferentes elos do ambiente inovador, incluindo parques tecnológicos, incubadoras e aceleradoras. O Rio Grande do Sul é o líder nesse indicador, seguido por Santa Catarina.

Os catarinenses, aliás, conseguiram subir da terceira para a segunda posição no ranking geral devido, especialmente, ao desempenho no indicador de empreendedorismo, diz Muchale. Nessa lista específica, Santa Catarina pulou do terceiro para o primeiro lugar de 2020 para 2021.

O indicador de empreendedorismo leva em conta a quantidade total de startups e a população total em cada estado. Com isso, cria-se uma espécie de quantidade per capita de startups.

"A proposta do estudo é gerar um entendimento: não existem exemplos internacionais de economias que conseguem alto padrão de desenvolvimento sem avanço em ciência, tecnologia e inovação", aponta Muchale.

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