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Estado do Rio já tem mais de 100 mil vacinados e 88% dos imunizados são profissionais de Saúde; confira dados

Arthur Leal
·4 minuto de leitura
Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo

O estado do Rio chegou, nesta segunda-feira, à marca de pelo menos 100.162 pessoas vacinadas contra Covid-19 com a CoronaVac. O levantamento, divulgado no início da noite, é feito pela Secretaria Estadual de Saúde por busca ativa, com base em dados que são enviados pelos municípios. Deste total, 88% é formado por profissionais de saúde, e 10% por idosos. Seis municípios ainda não informaram ao governo estadual a relação de imunizados. O total de doses previstas apenas com a CoronaVac nesta primeira fase é de 232.521 aplicações, sendo 110.470 para a capital. Já a vacina de Oxford-AstraZeneca, que começa a ser usada na quarta-feira, prevê a imunização de 176.220 em território fluminense.

Veja em quais grupos as vacinas já foram aplicadas no estado:

O balanço, no entanto, é prejudicado por uma inoperância no Programa Nacional de Imunizações (SIPNI), sistema do Ministério da Saúde que deveria dar maior rapidez e detalhamento ao cadastramento de vacinados mas que, até o momento, enfrenta instabilidade, motivo pelo qual o levantamento dos dados no RJ é feito por meio de interlocução entre estado e municípios.

Algo que traduz bem este cenário confuso é o fato de que, no chamado Vacinômetro, da prefeitura, a capital aparece já com 77.678 vacinados, enquanto no documento do governo estadual, o município consta com 56.824 imunizados — uma diferença de 20,8 mil pessoas. Questionados na semana passada, secretarias municipal e estadual de Saúde explicaram que os dados são atualizados em momentos diferentes por cada pasta.

Há diferença considerável, também, em municípios como Niterói, onde a SES afirma ter 985 vacinados, enquanto a prefeitura fala em 4.790, e em Volta Redonda, onde os dados enviados ao estado dão conta de que todas as 3.933 doses da CoronaVac foram aplicadas, enquanto em seu site oficial, a prefeitura da cidade do aço fala em cerca de mil doses.

Uma semana após o início da primeira fase da vacinação, seis municípios sequer informaram à SES sobre a quantidade de vacinados. São eles: Itaperuna, São João da Barra, São José do Vale do Rio Preto, São Sebastião do Alto, Saquarema e Seropédica.

Promotores pedem transparência e investigam denúncias

Nesta segunda-feira, o Ministério Público do Rio (MPRJ), que investiga denúncias de "fura-fila" na campanha de vacinação contra o novo coronavírus, entrou com uma Ação Civil Pública pedindo à Justiça para que a prefeitura do Rio passe a divulgar diariamente uma relação detalhada das pessoas vacinadas na capital.

O ofício foi enviado por meio da 1ª, 2ª, 3ª e 5ª Promotorias de Justiça de Tutela Coletiva da Saúde da Capital. No documento, os promotores afirmam que, desde o início da vacinação em 19 de janeiro, buscas feitas em fontes abertas do município mostraram que "um incontável número" de profissionais da saúde não pertencentes ao grupo prioritário vem sendo imunizado, e, inclusive, publicando espontaneamente a vacinação nas redes sociais. O MP cita exemplos, como trabalhadores de educação física e agentes administrativos dos centros municipais de Saúde.

Em pouco mais de dez dias, entre 11 e 22 de janeiro — período em que os 92 municípios do estado começaram a vacinar os grupos prioritários contra a Covid-19 — o MPRJ afirma que recebeu 243 denúncias de supostas irregularidades na vacinação. Desse total, 33 foram de pessoas que teriam sido imunizadas ilegalmente. Os Centros de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Tutela Coletiva de Defesa da Saúde (CAO Saúde) instauraram vários inquéritos para apurar as fraudes dos “fura-fila”. Diversos servidores de prefeituras do estado estão na mira do MP.

De acordo com a promotora Márcia Lustosa Carreira, em entrevista ao Bom Dia Rio, da TV Globo, existem mapas de vacinação que foram enviados às 92 cidades junto com o informativo técnico da vacina que foi produzido pelo Ministério da Saúde. No documento existem campos para que sejam preenchidos os dados de cada paciente que recebeu a dosagem; como nome completo, CPF e outras informações. Entretanto, os promotores verificaram que a plataforma unificada para que os dados sejam inseridos diretamente para o Ministério da Saúde não está funcionando. O cadastro está sendo feito manualmente e posteriormente será inserido na internet.

— O sistema do Ministério da Saúde, o SIPNI (Sistema de Informação Nacional de Imunizações), que deveria estar operante para que os municípios pudessem fazer o lançamento de cada dose on-line, ainda não está funcionando a contento. Então, os municípios estão tendo que fazer o lançamento de cada dose apenas nesse mapa de papel. Eles estão acumulando uma série de informações a serem inseridas nesse sistema. É importante que o Ministério da Saúde coloque este sistema para funcionar o mais rápido possível — interpelou Márcia Lustosa.

Na semana passada, a Secretaria Estadual de Saúde já havia informado que vem realizando por busca ativa a relação de vacinados nos municípios fluminenses por conta do problema no SIPNI.