Mercado fechado

Decisivo no pleito, Estado da Geórgia fará recontagem dos votos da eleição presidencial

·3 minuto de leitura
Foto: AP Photo/John Bazemore
Foto: AP Photo/John Bazemore

As autoridades da Geórgia informaram, nesta sexta-feira (6), que procederão a uma recontagem dos votos das eleições dos Estados Unidos de terça-feira neste estado, onde o candidato democrata Joe Biden estava à frente do presidente Donald Trump por uma pequena margem.

Joe Biden, 77 anos, está praticamente com um pé na Casa Branca nesta sexta-feira depois de assumir a liderança na contagem de votos no principal estado-chave da Pensilvânia, mas Trump parecia determinado a contestar o veredicto nas urnas.

Acompanhe aqui a apuração em tempo real das eleições dos EUA

Nenhum vencedor ainda foi declarado nas eleições e a contagem de votos continua. Biden tem atualmente 264 votos do Colégio Eleitoral segundo as projeções da AP (Associated Press) e precisa de mais 6 votos para ser eleito.

Vencendo na Georgia ou na Pensilvânia, Biden será eleito o 46º presidente dos EUA.

Já Trump tem 214 votos no Colégio Eleitora e precisa de uma grande reviravolta. Para vencer, precisaria assim de uma nova virada na Georgia, ultrapassar Biden em Nevada e confirmar a vitória na Carolina do Norte e na Pensilvânia, onde já está na dianteira. Assim, chegaria ao total de 271 votos.

Leia também

"Com uma margem tão pequena, haverá uma recontagem na Geórgia", disse a repórteres Brad Raffensperger, secretário de Estado, que é o conselheiro interno encarregado do processo.

A Geórgia tem 16 delegados, o que deixaria as portas da presidência abertas para Biden com 280.

No entanto, agora todos os olhares estão voltados para a contagem na Pensilvânia que, com seus 20 delegados, daria as chaves da Casa Branca para o democrata.

Na Pensilvânia, a tendência que favorecia Trump se inverteu e o democrata Biden agora lidera por cerca de 5.000 votos, mas a contagem continua.

BIDEN AMEAÇA ‘EXPULSÃO’ E TRUMP DIZ: ‘NÃO ACABOU’

Um porta-voz de Biden ameaçou "expulsar" Trump da Casa Branca se o atual presidente se recusar a admitir a derrota, um resultado que parece cada vez mais provável.

"Os americanos decidirão o resultado desta eleição", disse o porta-voz de Biden, Andrew Bates, nesta sexta-feira. "E as autoridades dos EUA são perfeitamente capazes de expulsar intrusos da Casa Branca", acrescentou.

Já a equipe de campanha de Donald Trump disse nesta sexta-feira que "esta eleição não acabou", em uma declaração feita depois que Biden ultrapassou a liderança do presidente estado-chave da Pensilvânia.

Democratic and Republican canvas observers inspect Lehigh County provisional ballots as vote counting in the general election continues, Friday, Nov. 6, 2020, in Allentown, Pa. (AP Photo/Mary Altaffer)
Fiscais democratas e republicanos inspecionam as cédulas provisórias de Lehigh County enquanto a contagem de votos nas eleições continua, em Allentown, na Pensilvânia (Foto: AP Photo / Mary Altaffer) (AP Photo/Mary Altaffer)

"Esta eleição não acabou. As falsas projeções proclamando Joe Biden como vencedor são baseadas em resultados em quatro estados que estão longe de ser definitivos", afirma em comunicado o diretor de campanha, Matt Morgan.

Trump fez uma série de alegações de fraude sem fornecer provas, incluindo na noite de quinta-feira. O Twitter colocou rótulos de advertência em vários de seus tuítes.

Em contraponto, a líder democrata da Câmara de Representantes, Nancy Pelosi, chamou Biden de "presidente eleito". "Nesta manhã está claro que a chapa Biden-Harris vai ganhar a Casa Branca", afirmou Pelosi sobre Biden e sua companheira de chapa, Kamala Harris.

"O presidente eleito Biden tem um forte mandato a liderar", disse a repórteres depois que o ex-vice-presidente ultrapassou Trump na apuração do potencialmente decisivo estado de Pensilvânia.

"É um dia feliz para o nosso país. Joe Biden é um unificador, porque está decidido a unir as pessoas", acrescentou.

Pelosi minimizou as perdas, mas disse que as próximas eleições para a câmara em 2022 "serão uma escalada mais íngreme" sem Trump nas cédulas. A maioria no Senado continua nas mãos dos republicanos.

***Da AFP