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Estádio escolhido para a final da Libertadores tem fama de elefante branco

Estádio Monumental de Lima. (Foto: Raul Sifuentes/Getty Images)

Entre os torcedores do Universitario, equipe que é dona do Monumental de Lima, uma brincadeira comum é que o estádio só lota quando tem Brasil. 

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Neste sábado (23), o Flamengo estará em campo para enfrentar o River Plate pela final da Libertadores. Será a chance de afastar a visão na capital do país de que a arena é uma espécie de elefante branco peruano. 

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Depois da decisão de retirar o jogo de Santiago, no Chile, por causa dos protestos e problemas sociais, a Conmebol apostou suas fichas no Monumental, local conhecido por quase nunca estar lotado. Na manhã desta sexta (22), ainda haviam ingressos à venda para a primeira decisão do torneio em jogo único.

“É o estádio que oferece a melhor estrutura, condição logística e a possibilidade de jogar em Lima foi a que encontrou consenso entre os presidentes”, afirma Domínguez.

Com capacidade para 80.093 pessoas, o Monumental tem a maior capacidade no futebol da América do Sul hoje em dia. Inaugurado em julho de 2000, ainda não deu o lucro esperado para o Universitario.

A brincadeira sobre a capacidade é porque a arena do Universitario só teve lotação máxima seis vezes. Duas delas por causa da Seleção Brasileira. 

A ocupação foi de 100% na inauguração, quando a equipe da casa enfrentou o Sporting Cristal; em um jogo de Eliminatórias para a Copa do Mundo, entre Peru e Equador; em confrontos com o Brasil em 2013 e 2017; em um clássico do Universitario com o Alianza Lima; e em um show de Paul McCartney. 

Há os problemas de caixa para manter a estrutura do local. Para realizar a final da Libertadores, a Conmebol bancou as reformas necessárias e vai pagar ao Universitario US$ 400 mil (cerca de R$ 1,6 milhão).

“É um momento muito importante para o futebol peruano e para o estádio Monumental, que pode passar a receber cada vez mais jogos importantes, apesar dos problemas”, concorda o general Gastón Rodríguez, diretor nacional de Ordem e Segurança.

Embora entendam os motivos para a Confederação Sul-Americana ter preferido o Monumental, torcedores de Lima ouvidos pelo Yahoo Esportes não escondem a preferência pelo estádio Nacional, com capacidade para 45 mil pessoas e localizado em região mais central e pertencente à Prefeitura da cidade.

O maior problema da arena, apontado até pelo general Rodríguez, é o acesso ao estádio, possível por apenas uma avenida, a Javier Prado Este. Em um jogo como a final de Libertadores, em que duas torcidas com pelo menos 15 mil pessoas cada estarão presentes, existem as questões de segurança e logística para entrada e saída. 

“Por isso que a equipe perdedora vai sair primeiro do estádio, imediatamente após o jogo. O vencedor só poderá deixar o local após uma hora ou 1h30”, completa o general.

A ideia inicial do presidente da Conmebol ao apresentar aos dirigentes de Flamengo e River Plate a opção de jogar a final da Libertadores em Lima, ele tinha na cabeça o estádio Nacional. Mas o espaço já estava reservado para um festival de salsa que também vai ocorrer no dia 23.

Há vários episódios violentos nas cercanias e no estádio Monumental a partir da inauguração, quando torcedores de Universitário e Sporting brigaram dentro de fora da arena. O Ministério do Interior do Peru chegou a proibir que clássicos ou outros jogos de porte acontecessem no local com a presença da torcida visitante. 

Para tentar evitar problemas neste sábado, a polícia de Lima vai fechar um raio ao redor do estádio que pode chegar a quatro quilômetros, o que obrigaria longas caminhadas de brasileiros e argentinos que vão ao jogo.

Tecnicamente, o Monumental não terá a lotação máxima quando Flamengo e River Plate se enfrentarem. Por restrições de segurança, a capacidade foi reduzida para 60 mil pessoas. 

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