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Esta talvez seja a cratera de origem de meteoritos que vieram de Marte

·3 min de leitura

Há milhares de anos, um violento impacto em Marte lançou fragmentos de sua superfície ao espaço e parte deles caiu aqui na Terra. Tratam-se de verdadeiras pistas sobre o passado marciano e, até o momento, as únicas amostras marcianas presentes em nosso mundo. Agora, um novo estudo, conduzido pela Curtin University, descobriu a origem desses meteoritos: uma cratera na região de Tharsis, um enorme platô vulcânico do Planeta Vermelho.

Os meteoritos marcianos são classificados em cinco principais categorias; entre elas estão os shergottites, rochas nas quais a equipe se concentrou na pesquisa. Este tipo representa 75% das rochas espaciais vindas de Marte. Há muito tempo, cientistas se dedicam a descobrir a idades dessas amostras, que parecem ter se cristalizado há 180 milhões de anos. O problema é que esta idade não condiz com a idade do solo marciano, que seria mais antigo.

Região de Tharsis registrada pela sonda Mars Reconnaissance Orbiter. Os três relevos alinhados são o Tharsis Montes e, logo acima, o Monte Olimpo (Imagem: Reprodução/Mars Reconnaissance Orbiter)
Região de Tharsis registrada pela sonda Mars Reconnaissance Orbiter. Os três relevos alinhados são o Tharsis Montes e, logo acima, o Monte Olimpo (Imagem: Reprodução/Mars Reconnaissance Orbiter)

Estes meteoritos, em questão, surgiram da cratera Tooting, localizada na região de Tharsis, uma vasta planície formada por atividades vulcânicas antigas, do trio de vulcões Tharsis Montes — ali perto, está localizado também o maior vulcão do Sistema Solar, o Monte Olimpo. “Isso implica que uma importante anomalia térmica profundamente enraizada no manto sob Tharsis estava ativa durante a maior parte da história geológica do planeta”, explicaram os autores.

Esta formação vulcânica é bem parecida com a encontrada no Havaí. No entanto, ao contrário da Terra, Marte não apresenta tectonismo e, por isso, o fluxo de magma se acumulou durante bilhões de anos, dando origem à região de Tharsis. “O estudo também fornece novos insights sobre a estrutura do planeta abaixo desta província vulcânica”, disse a professora Gretchen Benedix, coautora da pesquisa. A equipe compilou um banco de dados com mais de 90 milhões de crateras de impacto em Marte.

Localização exata da cratera Tooting (Imagem: Reprodução/NASA)
Localização exata da cratera Tooting (Imagem: Reprodução/NASA)

Com o auxílio de um algoritmo baseado em aprendizado de máquina, os cientistas determinam as possíveis posições que explicariam a ejeção dos fragmentos. Segundo eles, os detritos precisariam viajar a uma velocidade de 5 km/s para conseguir escapar de Marte. As simulações mostraram que impactos com força suficiente para lançar detritos criaram crateras com mais de 3 km de diâmetro — o restante dos fragmentos voltou ao planeta, criando crateras secundárias.

As crateras secundárias, segundo os autores, são preenchidas por sedimentos em 50 milhões de anos. Se os shergottites que vieram de Marte têm 1,1 milhão de anos, sua cratera de origem deve apresentar um padrão detectável de crateras secundárias, que ainda não tiveram tempo de serem apagadas da superfície. Graças ao algoritmo analisando mais de 90 milhões de crateras de impacto, a equipe descobriu que o padrão da cratera Tooting seria a melhor candidata a fonte desses meteoritos que vieram para a Terra.

A descoberta reforça a importância do aprendizado de máquinas como um aliado da ciência. “Pela primeira vez, por meio dessa pesquisa, o contexto geológico de um grupo de meteoritos marcianos está acessível, 10 anos antes da missão Mars Sample Return da NASA”, ressaltou a equipe.

O estudo foi publicado na Nature Communications.

Fonte: Canaltech

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