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Esta proposta de definição de "vida" coloca os vírus na categoria de seres vivos

·3 minuto de leitura

Encontrar uma definição para a “vida” é uma tarefa que ocupou tanto filósofos antigos, quanto cientistas contemporâneos — e nenhum deles conseguiu chegar a uma conclusão que agrade a todos. Hoje, existem tantas definições que, dependendo de qual delas você escolher, os vírus podem ser considerados seres vivos ou não. Mas uma nova proposta tenta resolver o problema de uma vez por todas.

O biólogo Chris Kempes e o pesquisador de sistemas complexos David Krakauer sugerem que o foco na evolução como uma força motriz da vida pode ter nos levado a desconsiderar outros princípios importantes. A NASA, por exemplo, define vida como "um sistema químico autossustentável capaz de evolução Darwiniana". Será que esses critérios são insuficientes? Para os autores do novo artigo, publicado no Journal of Molecular Evolution, essa definição pode, sim, estar incompleta.

Dentro da hierarquia proposta, os autores consideraram alguns conceitos que mesclam "o melhor dos mundos", a exemplo da física e da biologia. Vamos considerar que a vida depende de vários níveis de produção energética para surgir (e isso se encaixa no nível 1 do modelo), mas para isso acontecer, seria necessário estar dentro do nível 2, dos limitadores, o que abrange as leis da física — como as da termodinâmica, essenciais para o conceito de termogênese.

Por isso, a dupla de pesquisadores assumiu a tarefa de conciliar todas as áreas de conhecimento humano em um único conjunto de critérios para estabelecer que algo, seja um organismo ou sistema, esteja vivo. Isso é bastante complicado, já que diferentes áreas costumam considerar diferentes atributos. Um químico, por exemplo, pode dizer que a vida se trata de moléculas, enquanto um físico provavelmente queira incluir a termodinâmica nessa equação.

Para abranger tantos critérios, os pesquisadores ampliam a definição de "vida" para a união de dois processos energéticos e informáticos que podem codificar e transmitir informações adaptativas ao longo do tempo. Essa proposta pode alcançar até mesmo conceitos como cultura — algo que definições tradicionais geralmente consideram como produtos da vida, e não a vida em si. "A cultura humana vive no material das mentes, assim como os organismos multicelulares vivem no material dos organismos unicelulares", explica Kempes.

(Imagem: Reprodução/Mesa Schumacher/Springer)
(Imagem: Reprodução/Mesa Schumacher/Springer)

Isso é no mínimo interessante, pois inclui até mesmo possíveis formas de vida que ainda nem sequer conhecemos, como civilizações alienígenas que poderiam existir através de processos que não se encaixam nas nossas definições mais tradicionais de vida. Mais que isso, se adotarmos essa definição, admitiremos que inteligências artificiais poderiam, um dia, adquirir os critérios para serem considerados seres vivos.

Origem material, limitações e adaptações

A estrutura proposta de Kempes e Krakauer é dividida em três níveis hierárquicos de restrições sobre o que envolve vida. No nível um, o mais “inferior” no gráfico acima, a vida é restringida pelos possíveis materiais pelos quais ela poderia ser formada, como moléculas. No nível dois, a vida é limitada pelas restrições do universo mais amplo, como a gravidade. Por fim, no terceiro, a vida é otimizada por processos adaptativos, como a seleção natural — mas não apenas aquela que conhecemos.

De acordo com os autores, “todas as formas de vida seguem uma trajetória simultânea dentro dos três espaços de estados paralelos ou níveis governados por propriedades materiais, superfícies de restrição e princípios de otimização”. Em outras palavras, um ser vivo deve percorrer os três níveis descritos pelo gráfico. Os vírus, por exemplo, se encaixam perfeitamente nesse sistema.

Se considerarmos o surgimento de formas de vida dentro do modelo proposto pela dupla, podemos inferir que a vida se origina não só uma, mas várias vezes. Algumas adaptações, nessa teoria, seriam, portanto, novas formas de vida, e não meras adaptações.

Com essa visão mais ampla, a dupla espera levar os cientistas a novas percepções sobre o que consideramos estar vivo ou não. Além disso, a expectativa é ajudar a construir meios pelos quais a vida pode ser encontrada e reconhecida, mesmo que seja profundamente diferente de toda a vida terrestre.

Fonte: Canaltech

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