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Esta pode ser a explicação para o raro fenômeno de aurora com formato de "dunas"

Wyllian Torres
·2 minuto de leitura

Apelidada de “dunas”, esta rara formação de aurora chama a atenção de pesquisadores do mundo todo. Em 2018, os céus da Finlândia e Noruega foram contemplados por este tipo de aurora e, além de belos registros fotográficos, rendeu também algumas suspeitas sobre o processo de formação destas dunas. Em novo estudo, um grupo de cientistas da Universidade de Helsinque comparou as fotografias do fenômeno com dados obtidos a partir de satélites, e acredita que elas sejam formadas por conta de áreas com densidades diferentes de átomos de oxigênio.

Para a pesquisa, o grupo de cientistas selecionou uma aurora em dunas em longa escala, registrada por um grupo internacional de fotógrafos amadores, em 2016, entre a Finlândia, Noruega e Escócia. A aurora durou aproximadamente quatro horas, estendo-se por cerca de 1.500 km de leste a oeste, e 400 km de norte a sul. O material foi coletado de maneira colaborativa por observadores apaixonados por este fenômeno, incluindo um vídeo em time-lapse, que permitiu estimar a velocidade de propagação das dunas em 20 m/s.

Fenômeno auroral dunas observado na Finlândia (Imagem: Reprodução/Graeme Whipps)
Fenômeno auroral dunas observado na Finlândia (Imagem: Reprodução/Graeme Whipps)

Uma aurora surge quando as partículas carregadas que o Sol libera pelo Sistema Solar atingem átomos de oxigênio e moléculas de nitrogênio presentes na atmosfera da Terra, os quais são estimulados por essas colisões e passam a liberar luz — formando o belíssimo show de luzes no céu. No entanto, o novo formato em dunas é raro de ser observado. "As diferenças de brilho nas ondas das dunas parecem ser causadas pelo aumento da densidade dos átomos de oxigênio atmosféricos", explica a professora Minna Palmroth, co-autora do artigo publicado na revista AGU Advances.

As observações feitas por satélites indicam que as auroras em formato de dunas estão associadas à precipitação de partículas que podem ocorrer em uma subcamada onde há uma inversão de temperatura, bem abaixo da mesopausa — região limite da mesosfera, entre 60 a 110 km de altitude —, o que criaria as condições adequadas para causar os “furos mesosféricos”, que se parecem dunas. Medições de precipitação de elétrons, feitas por um equipamento de sondagem atmosférica a bordo do satélite Thermosphere Ionosphere Mesosphere Energetics Dynamics (TIMED), da NASA, observadas durante o fenômeno, corroboram com esta explicação.

A seguir, confira o vídeo que revela um pouco da dinâmica do fenômeno:

A equipe também ressalta a importância da cooperação entre a ciência cidadã com pesquisadores de auroras do tipo duna, que contribuiu significativamente com os registros deste fenômeno tão pouco conhecido, porém muito intrigante.

O artigo, com mais detalhes, pode ser integralmente acessado na AGU Advances.

Fonte: Canaltech

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