Mercado fechado
  • BOVESPA

    128.057,22
    -1.202,27 (-0,93%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    50.202,80
    -376,30 (-0,74%)
     
  • PETROLEO CRU

    70,91
    -1,24 (-1,72%)
     
  • OURO

    1.772,50
    -88,90 (-4,78%)
     
  • BTC-USD

    37.789,27
    -893,81 (-2,31%)
     
  • CMC Crypto 200

    939,20
    -30,67 (-3,16%)
     
  • S&P500

    4.221,86
    -1,84 (-0,04%)
     
  • DOW JONES

    33.823,45
    -210,22 (-0,62%)
     
  • FTSE

    7.153,43
    -31,52 (-0,44%)
     
  • HANG SENG

    28.558,59
    +121,75 (+0,43%)
     
  • NIKKEI

    29.018,33
    -272,68 (-0,93%)
     
  • NASDAQ

    14.193,00
    +211,75 (+1,51%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    5,9622
    -0,0998 (-1,65%)
     

Esta máquina será capaz de extrair oxigênio do regolito lunar até 2025

·2 minuto de leitura

A startup europeia Space Applications Services está desenvolvendo três reatores capazes de produzir oxigênio a partir de um material muito comum na superfície lunar: o regolito. O trabalho faz parte da missão In-Situ Resource Utilisation (ISRU), da Agência Espacial Europeia (ESA), que tem como principal objetivo levar para a Lua, até 2025, tecnologias que comprovem a possibilidade de extrair água e, neste caso, oxigênio a partir dos recursos disponíveis por lá.

Os reatores contam com o chamado Processo FFC Cambridge, utilizado há mais de 30 anos para aplicações terrestres, como extração direta de titânio do óxido de titânio. Em sua versão espacial, conforme explica a Space Applications em nota oficial, os processos eletroquímicos serão usados para extrair o oxigênio do regolito lunar. O oxigênio é um recurso fundamental para garantir a presença humana a longo prazo, seja na Lua ou em Marte.

À esquerda o antes e, à direita, o depois do regolito lunar processado pela extração do oxigênio com o método FFC Cambridge (Imagem: Reprodução/ESA)
À esquerda o antes e, à direita, o depois do regolito lunar processado pela extração do oxigênio com o método FFC Cambridge (Imagem: Reprodução/ESA)

A Space Applications também estuda outra técnica de extração de oxigênio a partir do solo lunar, como a redução de ilmenita — um minério rico em titânio encontrado em alguns lugares da Lua — com hidrogênio. A técnica envolve “assar” o regolito em um recipiente fechado com gás de hidrogênio. Quando esquenta, o oxigênio da ilmenita reage com o hidrogênio, formando o vapor de água, o qual se divide em oxigênio e hidrogênio.

Tanto o hidrogênio como o oxigênio, além de serem usados como recurso vital da tripulação, também podem servir de combustível para missões seguintes — seja de retorno para a Terra ou em novas aventuras pelo Sistema Solar. Atualmente, o oxigênio necessário para as missões, seja para propulsão ou suporte de vida, é transportado nas espaçonaves. A capacidade de extrair esses recursos a partir do próprio local de destino das missões garantirá a sustentabilidade desses esforços em trabalhos de exploração futuros.

Missão de demonstração de utilização de recursos "in situ" (ISRU) (Imagem: Reprodução/Space Applications Services)
Missão de demonstração de utilização de recursos "in situ" (ISRU) (Imagem: Reprodução/Space Applications Services)

Recentemente, a Space Applications concluiu a primeira etapa de design do equipamento, que pretende ser a primeira demonstração tecnológica da extração de oxigênio com os recursos da Lua, até 2025. A ESA planeja contratar outros serviços para a implementação desta missão, como entrega de carga útil, comunicação e serviços de operação.

Fonte: Canaltech

Trending no Canaltech:

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos