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Esta imagem de Júpiter revela um ponto quente que não enxergamos em luz visível

Daniele Cavalcante
·2 minuto de leitura

Uma imagem de Júpiter publicada pela NASA no último fim de semana mostra um pouco da complexa atmosfera do gigante gasoso nos dias atuais. Trata-se de uma composição com duas observações diferentes — uma delas em infravermelho e outra na luz visível. O resultado é que, enquanto a primeira revela uma enorme mancha brilhante, a segunda exibe no mesmo local apenas as faixas coloridas que já conhecemos bem.

Isso ocorre porque nas imagens de infravermelho dos telescópios podemos ver coisas que os olhos humanos não são capazes de enxergar diretamente. Por outro lado, quando capturamos uma imagem em luz visível — isto é, nas cores que podemos ver —, o mesmo objeto pode ter aparência bem diferente. No caso dessa imagem de Júpiter, foram utilizados dados do Telescópio Gemini North (infravermelho) e da sonda Juno (luz visível). O infravermelho revela a temperatura; quanto mais brilhante, mais quente.

As duas imagens foram obtidas no dia 16 de setembro de 2020. O infravermelho está em um comprimento de onda de 5 mícrons, enquanto a foto de luz visível foi tirada pela câmera JunoCam, instalada na sonda Juno, da NASA. Os responsáveis pelo processamento das imagens são dois astrônomos amadores que fazem parte da comunidade de ciência cidadã, ou seja, colaboradores que não são necessariamente cientistas profissionais.

(Imagem: Reprodução/International Gemini Observatory/NOIRLab/NSF/AURA M.H. Wong/NASA/JPL-Caltech/SwRI/MSSS/Brian Swift/Tom Momary)
(Imagem: Reprodução/International Gemini Observatory/NOIRLab/NSF/AURA M.H. Wong/NASA/JPL-Caltech/SwRI/MSSS/Brian Swift/Tom Momary)

Para trabalhos desse tipo, os voluntários obtêm dados dos telescópios e sondas liberados para o público e os convertem em imagens que podem ser compartilhadas em redes sociais, por exemplo. É uma tarefa muito importante para ajudar a comunidade de astrônomos a acompanhar os objetos observados pelos instrumentos científicos ao longo do tempo, já que os cientistas “oficiais” dos observatórios e agências não têm tempo suficiente para analisar toda a imensidão de dados.

Outra parte importante do trabalho dos astrônomos amadores foi mapear a imagem do telescópio Gemini de modo que fosse possível encontrar a mesma região do planeta, no mesmo dia, aproximadamente no mesmo horário, para a luz visível da Juno. O resultado são duas imagens completamente diferentes, mas do mesmo local, no mesmo período. “Imagens de alta resolução dos pontos quentes de Júpiter, como essas, são essenciais para entender o papel das tempestades e ondas na atmosfera de Júpiter e para resolver o mistério da água evasiva de Júpiter”, de acordo com a NASA.

Pontos quentes de Júpiter como este já são observados há pelo menos 25 anos, quando a sonda Galileo da NASA os revelou acidentalmente. Ela estava caindo rumo à sua própria destruição na atmosfera do planeta. A sonda já havia concluído sua missão e foi propositalmente arremessada em Júpiter para que não houvesse nenhuma chance de contaminar uma das luas possivelmente habitáveis ​​de Júpiter. Ainda hoje, pontos brilhantes como estes dizem muito sobre o que está acontecendo na estranha e turbulenta atmosfera joviana.

Fonte: Canaltech

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