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Esta galáxia "morta" ainda pode gerar uma nova galáxia elíptica grande e massiva

·2 minuto de leitura

Uma equipe de astrônomos japoneses encontrou uma galáxia quiescente, ou seja, vermelha e “morta”, cuja formação de novas estrelas foi encerrada. Galáxias desse tipo são consideradas prováveis progenitoras das galáxias elípticas gigantes, mas os pesquisadores precisam investigar mais esse tipo de objeto para colocar as hipóteses à prova. Felizmente, a recém-encontrada ADF22-QG1 é uma ótima candidata a objeto de estudo para esses propósitos.

Ela foi descoberta através do telescópio Keck I, no Havai, e fica em um protoaglomerado de galáxias — um grupo ainda em processo de se transformar em um aglomerado — distante chamado SSA22. A nova galáxia é a quiescente mais distante em um protoaglomerado já encontrada até hoje.

Uma galáxia quiescente formou suas estrelas mais cedo e, por isso, seus conjuntos de estrelas são massivos. Esses objetos não são muito bem compreendidos, mas podem ser uma chave importante para um melhor entendimento sobre a evolução das galáxias. Para poderem ser úteis nesse sentido, seus ambientes devem ser estudados, mas até o momento não houve muitas oportunidades para isso. Também não há estudos sobre as características espectrais delas em protoaglomerados.

Espectro da galáxia (Imagem: Reprodução/Kubo)
Espectro da galáxia (Imagem: Reprodução/Kubo)

Por isso, a descoberta da ADF22-QG1 é uma notícia animadora que levou a equipe a inspecionar suas características. O SSA22 tem um redshift (desvio para o vermelho, que, “grosso modo”, indica a que distância ela está levando em conta a expansão do universo) de 3,09. Estudos anteriores mostraram que o protoaglomerado seria uma boa região para observar a transição de galáxias ricas em formação estelar para quiescentes, então os autores da pesquisa apontaram o telescópio naquela direção para averiguar.

De acordo com o estudo, a ADF22-QG1 sofreu uma extinção repentina da formação de estrelas cerca de 600 milhões de anos atrás, e agora sua taxa de formação estelar atual foi calculada em menos de 0,3 massas solares por ano. Ela tem um raio de 3.270 anos-luz, aproximadamente, e faz parte de um grupo extremamente denso de galáxias massivas e galáxias submilimétricas — nome que se dá às galáxias que emitem mais energia no infravermelho do que em todos os outros comprimentos de onda combinados.

O estudo também confirmou "três emissores plausíveis de oxigênio ionizado" bem pertinho da ADF22-QG1. Dois deles estão exatamente entre a galáxia quiescente e sua galáxia massiva mais próxima. Segundo os autores, esse arranjo sugere interações entre os objetos, que pode resultar em uma evolução de massa estelar da ADF22-QG1 por meio de fusões. As descobertas foram publicadas em um artigo disponível em arquivo de pré-impressão e aceito pelo The Astrophysical Journal.

Fonte: Canaltech

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