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Esta foto mostra a beleza de uma estrela recém-nascida escondida em sua nebulosa

·2 min de leitura

Entre 400 a 600 anos-luz de distância da Terra, precisamente na direção a constelação Chamaeleon, o Camaleão, o Telescópio Espacial Hubble registrou um daqueles objetos bastante singulares no universo: uma estrela recém-nascida, também conhecida como protoestrela. Estudar esses corpos é algo fundamental para compreender a como as estrelas evoluem ao longo do tempo.

O destaque da nova imagem do Hubble é a protoestrela J1672835.29-763111.64, localizada na nebulosa de reflexão IC 2631 — ou seja, uma nebulosa que brilha ao refletir as luzes de outras estrelas. Conforme a nova estrela gira, o material de gás e poeira ao seu redor forma um disco, o qual é inevitavelmente atraído pela gravidade da recém-nascida.

A protoestrela escondida em sua nebulosa de reflexão (Imagem: Reprodução/NASA/ESA/JPL/University of Toledo)
A protoestrela escondida em sua nebulosa de reflexão (Imagem: Reprodução/NASA/ESA/JPL/University of Toledo)

À medida que ela se alimenta do disco e cresce, a nova estrela começa a produzir um intenso vento estelar e o material ao redor começa a interagir com seu campo magnético, seguindo em direção aos polos da protoestrela — onde é finalmente lançado para o espaço através de jatos de plasma a uma altíssima velocidade. Esse jato é responsável por “limpar” o gás e a poeira, interrompendo o crescimento da estrela.

O material que sobra deste processo eventualmente formará outros objetos, como planetas, asteroides e cometas. No entanto, J1672835.29-763111.64 ainda não chegou a esta etapa — algo fácil perceber, pela região ao redor dela que ainda é repleta de gás e poeira. Felizmente, o instrumento de infravermelho do Hubble permite observar esta e outras estrelas escondidas nessas nuvens densas.

A nebulosa IC 2631 (Imagem: Reprodução/NASA/ESA/JPL/University of Toledo)
A nebulosa IC 2631 (Imagem: Reprodução/NASA/ESA/JPL/University of Toledo)

A J1672835.29-763111.64 é parte de uma pesquisa do Hubble que pretende analisar 312 protoestrelas previamente identificadas com os observatórios espaciais Spitzer e Herschel. O principal objetivo é entender todas as etapas da vida das estrelas em seus mínimos detalhes. Por isso, quanto maior a variedade de estrelas e protoestrelas observadas, melhor para traçar uma linha do tempo.

Fonte: Canaltech

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