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Esta foto do Hubble mostra os primeiros momentos de uma supernova explodindo

·3 min de leitura

Recentemente, o telescópio espacial Hubble proporcionou a uma equipe de astrônomos um “lugar VIP” para acompanhar os primeiros momentos da morte de uma estrela. Junto de outros observatórios que estavam acompanhando a explosão da supernova, o Hubble foi configurado para coletar dados do material bem próximo da supernova, ejetado pela estrela durante seu último ano.

A supernova em questão é a SN 2020fqv, localizada a aproximadamente 60 milhões de anos-luz de nós, na constelação de Virgem, e foi descoberta no ano passado pelo levantamento Zwicky Transient Facility, realizado pelo Palomar Observatory. Como o telescópio Transiting Exoplanet Survey Satellite (TESS) também a estava observando, eles prepararam o Hubble e outros observatórios em solo para acompanhá-la.

Como resultado, os observatórios proporcionaram uma visão completa da estrela em uma das primeiras etapas de sua morte. O Hubble conseguiu observar o material circunstelar, que fica bem pertinho dela, a apenas algumas horas após a explosão. O material foi ejetado pela estrela em seu último ano de vida e, assim, os astrônomos conseguiram entender o que aconteceu com ela em seus momentos finais.

Com as observações do material próximo da supernova, feitas pelo Hubble, os pesquisadores conseguiram entender melhor os momentos finais da estrela (Imagem: Reprodução/NASA, ESA, Ryan Foley (UC Santa Cruz); Processamento: Joseph DePasquale (STScI)
Com as observações do material próximo da supernova, feitas pelo Hubble, os pesquisadores conseguiram entender melhor os momentos finais da estrela (Imagem: Reprodução/NASA, ESA, Ryan Foley (UC Santa Cruz); Processamento: Joseph DePasquale (STScI)

Samaporn Tinyanont, autor líder do estudo, ressaltou que, como o material circunstelar é visível por um período muito curto, ele raramente pode ser observado. “Para essa supernova, conseguimos fazer observações ultra rápidas com o Hubble, conseguindo uma cobertura sem precedentes da região próxima à estrela que explodiu”, disse ele. Para isso, eles trabalharam com observações da estrela realizadas na década de 1990, junto de imagens obtidas um pouco antes da explosão, durante e depois.

Em seguida, o Hubble foi usado novamente algumas horas após a detecção da explosão, permitindo também análises do material circunstelar e, assim, conseguiram recriar os momentos finais da estrela antes da supernova acontecer. “Esta é a visualização mais detalhada de estrelas como essa em seus últimos momentos, e de como elas explodem”, descreveu Ryan Foley, pesquisador que liderou a equipe responsável pela descoberta. Eles concluíram que a estrela tinha entre 14 e 15 massas solares, uma informação de grande importância para entenderem como as estrelas massivas vivem e morrem.

Os autores apelidaram a SN2020fqv de “Pedra de Roseta das supernovas” em referência à antiga Pedra de Roseta, um fragmento de granito que ajudou especialistas a desvendarem hieróglifos do Egito. “As pessoas usam muito o termo ‘Pedra de Roseta’, mas esta foi a primeira vez que conseguimos verificar a massa através de três métodos para uma supernova, sendo que todos são consistentes”, comentou Tinyanont.

Como as estrelas ficam mais ativas antes de explodir, ele considera que a atividade delas precisa ser levada mais a sério, como se fossem "sistemas de alarme". “Se você ver uma estrela tremulando ou começando alguma atividade, talvez devêssemos prestar mais atenção e tentar entender o que está acontecendo antes que exploda”, explicou ele. “Conforme encontrarmos cada vez mais supernovas com dados excelentes como esses, vamos entender melhor o que acontece nos últimos anos da vida das estrelas”.

O artigo com os resultados do estudo foi publicado na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society e pode ser acessado aqui, sem revisão de pares.

Fonte: Canaltech

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