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Esta floresta de mangue ficou"congelada no tempo" por 100 mil anos

·2 minuto de leitura

No coração da Península de Yucatan, no México, reside um sistema de manguezais vermelhos que são normalmente encontrados ao longo da região costeira dos trópicos. Uma pesquisa conduzida pela Universidade da Califórnia descobriu que essas plantas e outras espécies, na verdade, fazem parte de um antigo ecossistema, sendo relíquias com cerca de 125 mil anos que ficaram presas ali durante o fim da última era glacial.

O manguezal vermelho (Rhizophora mangle) é encontrado ao longo das margens do rio San Pedro Martin, divergindo bastante da vegetação tropical nativa da região. Essa e outras espécies presentes neste ecossistema são conhecidas por se desenvolverem em águas salgadas, e não nas doces. Ao combinar dados genéticos, geológicos e da vegetação em modelagens, o estudo permitiu o vislumbre de um antigo ecossistema costeiro.

As raízes do manguezal vermelho estabelecem um refúgio à vida aquática do rio San Pedro Martir (Imagem: Reprodução/Octavio Aburto)
As raízes do manguezal vermelho estabelecem um refúgio à vida aquática do rio San Pedro Martir (Imagem: Reprodução/Octavio Aburto)

As florestas de mangue, como também são conhecidas, chegaram ali durante o último período interglacial, conforme explicam os pesquisadores, há cerca de 125 mil anos, quando os mares recuaram e aprisionou o ecossistema ali. “A parte mais surpreendente deste estudo é que fomos capazes de examinar um ecossistema de mangue que ficou preso no tempo por mais de 100.000 anos”, ressalta Octavio Aburto-Oropeza, ecologista marinho e co-autor da pesquisa.

A equipe analisou o código genético de 79 árvores em 11 locais diferentes ao redor de Yucatan e percebeu a grande diferença entre a população de manguezais vermelhos encontrados às margens do rio e as localizadas na costa. Além disso, os pesquisadores relacionaram espécies de água doce com as encontradas no outro lado da península, sugerindo que ambas compartilham um ancestral comum.

(Imagem: Reprodução/Octavio Aburto/Universidade da Califórnia )
(Imagem: Reprodução/Octavio Aburto/Universidade da Califórnia )

Os pesquisadores explicam que, antes do último evento de glaciação, as calotas polares derreteram, provocando um aumento de 6 a 9 metros no nível do mar, em relação ao que é hoje. As modelagens com dados históricos do nível dos oceanos revelam que tal evento foi suficiente para transportar água salgada ao longo de séculos, formando o ecossistema. Em apenas algumas gerações, essas espécies se adaptaram ao novo local.

Algumas projeções climáticas indicam que, por volta do ano 2300, o nível dos mares pode subir até cinco metros em relação do que é visto hoje. Não há como estimar como os ecossistemas costeiros se adaptaram às mudanças climáticas, mas o manguezal vermelho pode revelar um pouco desta resiliência. “Estudar essas adaptações do passado será muito importante para entendermos melhor as condições futuras em um clima em mudança", acrescentam os pesquisadores.

A pesquisa foi integralmente publicada na revista PNAS.

Fonte: Canaltech

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