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Esta estrela tem ao seu redor 3 exoplanetas com órbitas perpendiculares entre si

·3 min de leitura

Quando novos planetas são formados, eles costumam seguir em sua evolução orbital acompanhando o plano equatorial de sua estrela. Só que, recentemente, uma equipe internacional de pesquisadores, liderados por astrônomos da Universidade de Genebra, na Suíça, descobriu um sistema estelar cujos planetas não seguem esta “regra”. A estrela HD 3167 é orbitada por pelo menos três mundos, sendo que dois deles seguem órbitas quase perpendiculares e só o mais interno deles acompanha o plano equatorial da estrela.

Segundo as teorias das origens de sistemas planetários, novos mundos se formam no mesmo plano equatorial de suas estrelas e, a menos que ocorra algum evento extremo, continuam por lá. Mas não no caso deste sistema. Um estudo realizado em 2019 mostrou que dois dos três planetas que orbitam a estrela HD3167, localizada na constelação de Peixes, não estão alinhados a ela. Por isso, os planetas HD3167c e HD3167d, dois mininetunos, passam pelos polos dela a quase 90º de seu plano equatorial.

O HD 3167b tem período orbital de apenas 0,9 6 dias, enquanto o HD 3167c tem órbita de 29,84 dias (Imagem: Reprodução/Sci-News.com)
O HD 3167b tem período orbital de apenas 0,9 6 dias, enquanto o HD 3167c tem órbita de 29,84 dias (Imagem: Reprodução/Sci-News.com)

Os pesquisadores realizaram novas análises do sistema com instrumentos mais eficientes e conseguiram medir a orientação do HD3167b, um terceiro planeta que está alinhado à estrela e, portanto, perpendicular ao plano orbital de seus dois vizinhos. Isso foi possível porque, quando ocorre o trânsito do planeta pela estrela, é possível determinar a orientação da órbita com o uso de espectrógrafos, instrumentos que permitem a coleta de medidas de regiões estelares ocultas pelo planeta; depois, a trajetória do mundo em questão pode ser deduzida.

Quanto menor for o planeta, mais difícil é descobrir este movimento. Felizmente, eles usaram o instrumento ESPRESSO, presente no telescópio Very Large Telescope, no Chile, permitindo a determinação da órbita do HD3167b. “Precisávamos de um máximo de luz e um espectrógrafo muito preciso para medir o sinal de um planeta tão pequeno”, comentou o pesquisador Vincent Bourrier. “Duas condições foramsatisfeitas pela precisão do ESPRESSO, que foi combinado ao poder de coleta do VLT”.

Não seria possível conseguir estes resultados sem os autores do estudo saberem exatamente quando ocorre o trânsito do HD3167b. Para isso, eles se voltaram ao consórcio de satélites CHEOPS, cuja missão principal é obter medidas de trânsito com altíssima precisão. “O CHEOPS nos permitiu saber o tempo do trânsito com precisão maior que um minuto”, explicou Christophe Lovis, pesquisador do departamento de astronomia na universidade e membro dos consórcios.

No fim, as medidas parecem ter confirmado a previsão feita no estudo de 2019, relacionada a um possível quarto membro do sistema. Como o HD3167b está próximo da estrela, ela teria forçado o pequeno planeta a orbitá-la no plano em que se formou. Em paralelo, os dois mininetunos mais distantes conseguiram escapar da influência da estrela, mas foram afetados por um quarto corpo que pode ter desalinhado suas órbitas gradualmente. Agora, os pesquisadores estão em busca deste membro “escondido” no sistema.

O artigo com os resultados do estudo foi publicado na revista Astronomy & Astrophysics.

Fonte: Canaltech

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