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Esta anã marrom parece ter "nuvens de areia" em sua atmosfera

O telescópio espacial James Webb detectou nuvens de silicato (minerais formadores de rochas) na atmosfera de VHS 1256-1257 b, uma anã marrom a cerca de 72 anos-luz da Terra. As observações foram conduzidas por uma equipe internacional de astrônomos liderada por Brittany Miles, astrônoma da Universidade da Califórnia e, segundo a equipe, são as primeiras detecções do tipo em um objeto de massa planetária fora do Sistema Solar.

As anãs marrons são como o “elo perdido” entre planetas gigantes gasosos, como Júpiter, e pequenas estrelas. Embora tenham muitos elementos que as tornam parecidas com as estrelas, as anãs marrons não têm massa suficiente para realizar fusão nuclear — é daí que vem o apelido “estrelas fracassadas”. No caso do estudo, a anã marrom em questão tem 19 vezes a massa de Júpiter e é relativamente jovem.

A anã marrom analisada no estudo tem cerca de 19 vezes a massa de Júpiter (Imagem: Reprodução/NASA, ESA, STScI, Leah Hustak (STScI)
A anã marrom analisada no estudo tem cerca de 19 vezes a massa de Júpiter (Imagem: Reprodução/NASA, ESA, STScI, Leah Hustak (STScI)

Para o estudo, a equipe usou o telescópio para investigar a atmosfera avermelhada da VHS 1256-1257 b na luz infravermelha e tentar determinar a composição dela. Eles descobriram que ela tem composição atmosférica parecida com a de outras anãs marrons: os autores encontraram água, metano, monóxido de carbono e outros compostos — este último, em específico, foi o mais claro já observado.

Além disso, eles descobriram também a presença de nuvens compostas por pequenas partículas de silicato, que mostram que as anãs marrons jovens podem ter nuvens do tipo, que causam variações no brilho delas. “Estes resultados iniciais das primeiras observações científicas do James Webb são revolucionários, e também podem ser obtidos para outras anãs marrons próximas, que serão observadas em ciclos futuros”, escreveram.

Os resultados podem ajudar na compreensão destas objetos e de como o telescópio poderá contribuir para o estudo deles. "Este observatório será um pioneiro, impulsionando nossa compreensão da física atmosférica em vizinhos planetários, anãs marrons e exoplanetas nos próximos anos", concluíram os autores.

O artigo com os resultados do estudo foi disponibilizado no repositório online arXiv, ainda sem revisão de pares.

Fonte: Canaltech

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