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Esta anã branca tem erupções gigantescas a cada 20 anos

·2 min de leitura

Uma anã branca explodiu com energia até 100 mil vezes maior do que qualquer outra explosão do tipo já observada pelos astrônomos. O corpo celeste, conhecido como V2487 Oph, é uma estrela “morta” que eventualmente volta a brilhar, graças ao material “roubado” de uma companheira.

Anãs brancas são estrelas que não realizam mais a fusão nuclear e, portanto, não produzem mais energia, nem possuem o brilho estelar intenso. Mas se ela estiver perto o suficiente de outra estrela em um sistema binário, ela pode sugar seu material e ganhar massa o suficiente para voltar a brilhar.

Foi exatamente isso o que aconteceu com a V2487 Oph, e não foi a primeira vez que ela emitiu uma erupção violenta. Essas explosões são conhecidas como “nova”, e essa estrela é o que astrônomos chamam de nova recorrente.

De acordo com um novo estudo, a energia de apenas uma das supererupções desta nova recorrente é equivalente a cerca de 20 milhões de vezes a energia do Evento de Carrington — a tempestade solar mais extrema já registrada em nosso planeta.

Ashey Pagnotta, professor do College of Charleston, na Carolina do Sul, afirmou que uma única erupção desta anã branca “poderia alimentar toda a humanidade em sua taxa atual por 24 vezes a idade do universo”. A duração de uma explosão é de cerca de uma hora e, no pico das erupções, a estrela pode ficar com magnitude de 1,1 (o que é muito brilhante).

A gravidade da anã branca suga parte do material de sua vizinha, uma anã vermelha (Imagem: Reprodução/Universidade de Warwick/Mark Garlick)
A gravidade da anã branca suga parte do material de sua vizinha, uma anã vermelha (Imagem: Reprodução/Universidade de Warwick/Mark Garlick)

Novas recorrentes são raras e até agora nenhuma delas havia apresentado uma supererupção — embora esse tipo de evento possa ocorrer em qualquer estrela (vamos torcer para que não ocorra no Sol, pois isso eliminaria todas as formas de vida na Terra). Até o momento, a V2487 Oph é a décima nova recorrente conhecida na Via Láctea.

Dentre todas as estrelas supereruptiva, a V2487 Oph tem os eventos mais extremos. O maior deles conhecido anteriormente ocorreu na S For e atingiu dois MegaCarringtons (medida baseada na energia do Evendo de Carrington). Por sua vez, a V2487 Oph tem uma energia por queima muito alta e também uma taxa de queima muito alta.

Estes atributos, combinados, dão a essa anã branca um orçamento total anual de energia superior a 100 mil vezes maior do que qualquer outra estrela supereruptiva conhecida. Essas medições têm implicações importantes para o estudo sobre a possibilidade de vida em planetas distantes que orbitam uma estrela que apresenta supererupções.

Os autores do artigo que descreve a descoberta afirmam que esta anã branca provavelmente explode a cada 20 anos, sendo a última registrada em 1998. O estudo foi submetido à revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Societ e está em análise, mas o arquivo de pré-impressão pode ser acessado no arXiv.org.

Fonte: Canaltech

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