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Esta anã branca gira tão rápido que completa uma rotação em apenas 25 segundos

·3 min de leitura

A aproximadamente 2.015 anos-luz de distância da Terra, astrofísicos da Universidade de Warwick descobriram uma anã branca com a maior taxa de rotação já conhecida neste tipo de estrela — ela gira em torno de seu próprio eixo a cada 25 segundos. A estrela moribunda também faz parte de um sistema binário e, por isso, parte do material de sua companheira é puxado pela gravidade, produzindo um brilho que permite definir sua velocidade.

A anã branca em questão, chamada LAMOST J024048.51 + 195226.9 (ou simplesmente J0240 + 1952), passa a ser a estrela deste tipo com a maior velocidade de rotação já conhecida. Antes dela, este título pertencia à CTCV J2056-3014, a qual possui um taxa estimada em 29 segundos.

A gravidade da anã branca suga parte do material de sua vizinha, uma anã vermelha (Imagem: Reprodução/Universidade de Warwick/Mark Garlick)
A gravidade da anã branca suga parte do material de sua vizinha, uma anã vermelha (Imagem: Reprodução/Universidade de Warwick/Mark Garlick)

A J0240 + 1952, segundo os astrofísicos envolvidos na descoberta, possui uma grande semelhança com outra anã branca, AE Aquarii, a qual gira ao redor de seu eixo a cada 33 segundos. As duas são classificadas como estrelas de hélice magnética, por conta da alta velocidade e do material da estrela companheira lançado ao espaço por seu campo magnético.

Cada um delas possui uma estrela companheira de sequência principal, ou seja, que está fundindo hidrogênio em seu núcleo. A gravidade das anãs brancas puxa o plasma de suas vizinhas e o campo magnético das estrelas moribundas lança a maior parte deste material em alta velocidade.

A dinâmica envolvida na J0240 + 1952 é tão intensa que o plasma é lançado a velocidades de até 3.000 km/s. "A J0240 + 1952 terá completado várias rotações no curto espaço de tempo que as pessoas levam para ler sobre isso. É realmente incrível", acrescentou a astrofísica Ingrid Pelisoli, principal autora da pesquisa.

Anãs brancas acompanhadas

Anãs brancas surgem quando uma estrela como o Sol já consumiu todo seu combustível, isto é, fundiu todos os elementos possíveis em seu núcleo. O material mais externo, portanto, é ejetado para o espaço, e o núcleo que permanece se transforma em um objeto ultradenso, brilhante e com um calor residual.

Sua enorme densidade se dá pelo seu tamanho pequeno, com quase o diâmetro da Terra, e sua enorme massa — 1,4 vez a do Sol. As anãs brancas costumam ter uma companheira, e suas gravidades sugam o hidrogênio de suas vizinhas. De tempos em tempos, este elemento desencadeia uma fusão na atmosfera das anãs brancas, produzindo uma variação no brilho.

A anã branca, eventualmente, acumula tanta massa de sua companheira que se torna instável e explode em um fenômeno conhecido como supernova do tipo Ia. Essa estrela é chamada variável climática, como é o caso da J0240 + 1952. Em seu passado, ela sugava material suficiente de sua vizinha, uma anã vermelha, de modo a aumentar sua taxa de rotação.

Concepção artística de uma anã branca se "alimentando" do material de sua companheira (Imagem: Reprodução/Paula Zorzi)
Concepção artística de uma anã branca se "alimentando" do material de sua companheira (Imagem: Reprodução/Paula Zorzi)

No entanto, em dado momento, a anã branca desenvolveu um campo magnético. Os pesquisadores acreditam que o aumento da velocidade de rotação possa ter gerado um dínamo interno — mas, por enquanto, isto é apenas uma especulação. Enquanto isso, o giro da AE ​​Aquarii está reduzindo a um ritmo acelerado. Agora, a equipe avaliará os dois sistemas para ver se existe algum padrão de comportamento.

O astrofísico Tom Marsh, coautor do estudo, destacou que este é apenas o segundo sistema de hélice magnética conhecido, mas já ajuda muito a entender tais sistemas, "pois você desenvolve um modelo para a primeira e com a segunda você pode testá-lo para ver se esse modelo funciona”, explicou Marsh.

Fonte: Canaltech

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