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Esta é a maior coleção de imagens nítidas dos objetos do cinturão de asteroides

·3 minuto de leitura

Os asteroides do Sistema Solar podem ser muito importantes para os astrônomos determinarem como ele se formou, mas este ainda é um campo com muitos mistérios a serem resolvidos. Com o Very Large Telescope (VLT) do ESO, uma equipe deu um grande passo nessa tarefa: eles conseguiram a maior coleção de imagens nítidas de objetos do cinturão de asteroides já registrada.

No total, são 42 imagens dos maiores objetos do cinturão, que fica entre as órbitas de Marte e Júpiter. Com isso, os cientistas puderam comparar as variedades de formatos e densidades, e os dividiram em dois grandes grupos — os de formato esférico e os alongados. Estes últimos são mais peculiares e podem ter sido formados pela fusão entre dois ou mais objetos, por exemplo, já que a tendência é que os corpos celestes tenham formato mais redondo, devido à gravidade.

Ausonia e Urânia, os dois menores objetos observados, ambos com cerca de 90 km de diâmetro (Imagem: Reprodução/ESO/Vernazza/MISTRAL algorithm/ONERA/CNRS)
Ausonia e Urânia, os dois menores objetos observados, ambos com cerca de 90 km de diâmetro (Imagem: Reprodução/ESO/Vernazza/MISTRAL algorithm/ONERA/CNRS)

Além disso, as novas imagens ajudarão os cientistas a obter mais detalhes sobre as formas tridimensionais dos objetos, que até então tinham suas medidas limitadas devido à pouca quantidade de amostras para observar. Dentre os asteroides fotografados pelo VLT, estão os já famosos Ceres, Vesta e Lutetia, observados anteriormente por outras missões da NASA e ESA (Agência Espacial Europeia) e outros muito menores, como o Urania, o “lanterninha” do grupo, em tamanho.

Compreender a composição desses asteroides, bem como determinar a região onde se formaram e seus processos evolutivos pode fornecer pistas importantes sobre o Sistema Solar e a formação de sistemas estelares em geral. Por exemplo, os astrônomos tiveram grande interesse em saber como dois tipos tão diferentes de asteroides acabaram por se reunir na mesma órbita. Normalmente, quando os objetos em um sistema estelar tem diferentes elementos em suas composições, significa que se formaram em regiões distintas.

Isso significa que, desses 42 asteroides divididos em dois grupos, uma boa parte se formou em outras faixas orbitais do Sistema Solar e, mais tarde, migrou para o cinturão de asteroides. Considerando que os objetos formados no Sistema Solar interno tendem a ser mais densos, os astrônomos suspeitam que o outro grupo, de menor densidade, seja de natureza transnetuniana. Em outras palavras, se formaram além da órbita de Netuno.

Calíope e Psique, os asteroides mais densos dentre os observados pelo novo estudo, com 4,4 e 3,9 gramas por centímetro cúbico, respectivamente (Imagem: Reprodução/ESO/Vernazza/MISTRAL algorithm/ONERA/CNRS)
Calíope e Psique, os asteroides mais densos dentre os observados pelo novo estudo, com 4,4 e 3,9 gramas por centímetro cúbico, respectivamente (Imagem: Reprodução/ESO/Vernazza/MISTRAL algorithm/ONERA/CNRS)

Os quatro asteroides menos densos, por exemplo, têm densidades de 1,3 g/cm, aproximadamente a densidade do carvão. Já os mais densos, como Psique, têm densidade de 3,9 g/cm3, mais elevada que a densidade do diamante. “As nossas observações apoiam fortemente uma migração substancial destes corpos depois da sua formação”, disse Josef Hanuš, um dos autores do estudo. Para ele, essa variedade só pode ser explicada em um modelo no qual os corpos tiveram origem “em regiões distintas do Sistema Solar”.

Ainda há muitos asteroides para se observar no cinturão. Dentre as observações do VLT, os menores objetos são de 90 km de diâmetro, mas há outros corpos com apenas 35 km a 80 km. Além disso, alguns desses asteroides possuem, características, como crateras de impacto, que também podem ser valiosos alvos de estudo, mas isso só será possível com instrumentos mais robustos — como o Extremely Large Telescope (ELT), que deve começar a operar no final desta década. Abaixo, você confere todos os 42 asteroides fotografados.

(Imagem: Reprodução/ESO/Vernazza/MISTRAL algorithm/ONERA/CNRS)
(Imagem: Reprodução/ESO/Vernazza/MISTRAL algorithm/ONERA/CNRS)

Fonte: Canaltech

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