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Estação Espacial Internacional vai receber seis novos painéis de energia solar

Danielle Cassita
·3 minuto de leitura

A Estação Espacial Internacional (ISS) vai receber algumas novidades em breve: a Boeing, por meio de um contrato com a NASA, irá levar seis novos painéis solares para o laboratório orbital, que irão produzir de 20% a 30% mais energia — nos últimos quinze anos, a ISS vem obtendo energia elétrica a partir de oito deles. Com os novos componentes, será possível aumentar tanto as pesquisas por lá quanto as oportunidades comerciais.

John Mulholland, vice-presidente da ISS e gerente de programa na Boeing, ressaltou em um comunicado que a estação está chegando ao seu ponto máximo atualmente. “Esses painéis, além de outras atualizações no sistema de energia da estação e velocidade de transferência de dados, vão garantir que a ISS se mantenha uma incubadora e modelo de negócios nas próximas décadas”, comentou, destacando também que o acesso ao laboratório vai ser compensado conforme os pesquisadores seguem estudando os desafios da exploração espacial. Segundo a Boeing, a ISS pode se manter operando para além de 2030, se a NASA e parceiros decidirem continuar.

Funcionários da Deployable Space Systems e painéis solares ao fundo (Imagem: Reprodução/Reprodução/Deployable Space Systems)
Funcionários da Deployable Space Systems e painéis solares ao fundo (Imagem: Reprodução/Reprodução/Deployable Space Systems)

Os novos painéis serão posicionados sobre seis dos que já estão lá. Apesar de serem menores, eles vão usados em combinação com os originais e o conjunto deverá contribuir para um aumento geral de performance e maximizar as capacidades da estação para os próximos anos, com energia que irá sustentar os sistemas e equipamentos da ISS. A Boeing vai fornecer os novos painéis pela soma de US $103 milhões. Tony Mueller, presidente da Deployable Space Systems, subsidiária responsável pelas novas células solares, explica que as células XJT são bem mais eficientes do que qualquer antecessora delas.

Os oito painéis instalados atualmente conseguem gerar até 160 quilowatts de energia durante o dia orbital, sendo que quase metade dessa quantia é armazenada nas baterias para ser usada enquanto a estação está na sombra da Terra e, portanto, sem receber luz solar. Agora, cada painel novo vai poder produzir mais de 20 quilowatts de eletricidade, o que totaliza 120 quilowatts de energia a mais durante o dia orbital. A ideia aqui é que, na verdade, ocorra um funcionamento conjunto, porque os novos painéis serão conectados ao mesmo sistema de energia para aumentar o que já é produzido.

Boa parte dos sistemas da ISS, incluindo baterias e equipamentos científicos, já foram atualizados desde o ano 2000, quando começou a presença humana contínua por lá. Embora funcionem bem, os painéis de energia solar atuais já dão sinais de desgaste — o conjunto vem operando desde quando foram instalados pelas tripulações dos ônibus espaciais, o que ocorreu entre 2000 e 2009. O primeiro deles já produz energia há duas décadas, o que significa cinco anos a mais do que é esperado. Além disso, conforme novos módulos foram incorporados à estação, a tripulação no interior dela e as atividades realizadas aumentaram.

Os novos painéis serão levados em pares com naves Dragon, da SpaceX, ao longo de três missões de abastecimento. A primeira deverá ser lançada em maio, apenas alguns meses antes de o segundo par de painéis completar quinze anos em órbita. Para a instalação, será necessário que astronautas realizem duas caminhadas espaciais: uma para preparar o local com um kit de modificações e outra para a instalação propriamente dita.

Fonte: Canaltech

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