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'Estávamos um passo à frente da pandemia', diz presidente-executivo do dr.consulta

·6 minuto de leitura

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Pioneiro no uso de tecnologia para agilizar atendimentos médicos, o dr.consulta viu seus números despencaram no início da pandemia no Brasil. Desde então, a healthtech reforçou os protocolos de atendimentos em consultórios, aumentou a oferta de pneumologistas e psiquiatras, passou a ofertar exames para Covid-19 e colocou no ar em um período recorde de nove dias um sistema de teleconsulta. Hoje, diz seu presidente-executivo, Renato Velloso, as operações da empresa retomaram o ritmo pré-isolamento. Só em telemedicina, até novembro, foram realizadas 92 mil consultas. A expectativa de Velloso é que os números voltem a crescer, impulsionados pelo que chama de uma "mudança cultural" do brasileiro em relação à saúde. "Estamos preparados para o que vier", diz. * Pergunta - O dr.consulta foi idealizado já há quase dez anos. Como têm operado hoje? Renato Velloso - Somos uma rede de centros médicos, somos uma healthtech, e atuamos na atenção primária e secundária em modelo parecido com o varejo. Temos um propósito de salvar vidas aproximando pacientes dos melhores médicos e damos toda a acessibilidade para isso. Quando o paciente precisa agendar uma consulta, ele tem uma baita de uma facilidade para marcar para mesmo dia, seja pelo telefone, aplicativo, internet. Criamos todo um ecossistema que dá acessibilidade, também em termos financeiros. O cliente consegue pagar porque o valor é justo e cabe no bolso. Conseguimos chegar nessa eficiência de fazer escala de médicos adequada a necessidades de paciente. Quando abrimos a escala, temos ocupação de 85% no modelo de inteligência artificial. Colocamos recursos para médico e paciente terem a melhor experiência possível. Hoje, além de agendarmos consulta, temos integração de dados, prontuário eletrônico, resultado de exame. Facilitamos o retorno ao médico, o acompanhamento do paciente, em um ambiente muito bom, que médico gosta e paciente também. E durante a pandemia, como se adaptaram? RV - Vínhamos com demanda crescente, estávamos posicionados para atender a pessoa que não tem recurso para comprar plano de saúde, mas tem algum recurso pra pagar medicina privada e não quer esperar fila do SUS. Estamos posicionados nesse intermédio. Com muita eficiência, conseguimos operar para este pessoal. De repente teve um freio, nossa demanda caiu para 35% porque as pessoas ficaram com receio de sair de suas casas. Mas antes mesmo da pandemia estávamos um passo à frente. Vínhamos adequando os protocolos de segurança, uso de EPI, e aí então reforçamos escalada de médicos relacionados a problemas respiratórios, de infecção, espaçamos os horários dos atendimentos para que pacientes se encontrassem menos na sala de espera, providenciamos a medição de temperatura antes de entrar no centro médico, implementamos exames para Covid-19 e teste rápido. A pessoa que chega ao dr.consulta e tem um sintoma de Covid-1 tem tratamento diferenciado. Vai para uma sala de forma que não fique exposta ao contato com outras pessoas, vai ser atendida por um médico especializado. E por fim, implementamos a telemedicina. Fazemos duas mil consultas no ar por dia desde a metade de março, quando saiu a Medida Provisória. O SUS interrompeu tudo, os planos também, e nós continuamos a pleno vapor. A demanda foi voltando e hoje está 100% de novo. O que acha que mudou no comportamento das pessoas em relação aos cuidados com saúde? RV - Percebemos que houve conscientização. Você abre o jornal, entra em um site, liga a TV, o rádio, e estava todo mundo falando sobre a Covid-19, os cuidados necessários, a evolução da doença, quem estava mais suscetível a ter problema mais sérios. Há uma conscientização de que as pessoas têm que se manter saudáveis, procurar médicos e acho que daqui em diante vão procurar ainda mais. Percebemos mudanças em hábitos alimentares, exercícios físicos e um engajamento nos cuidados. Antes da pandemia, não tinha no Brasil uma cultura de fazer prevenção, mas agora acho que as pessoas estão procurando se manter sadias. Alguns levantamentos mostram que as pessoas fizeram menos exames e tratamentos durante a pandemia. O brasileiro, até pelas dificuldades, deixa para a última hora os cuidados. É cultural. Ainda mais homens. Mas essas barreiras estão se quebrando. Você tem um problema de saúde da família e tem que procurar SUS, é difícil. O exame vai demorar mais, o retorno não é com o mesmo médico, é complicação. Mas nós criamos sistema que dá toda a facilidade de acesso, um diagnóstico rápido de algo que está te incomodando. Todo esse movimento em torno da questão da saúde está trazendo um aprendizado e uma mudança de cultura. Como foi em termos operacionais implementar a telemedicina da noite para o dia? RV - A gente queria fazer telemedicina há muito tempo. Para dar até um histórico desta questão, a legislação vem de 2002, numa época que não tinha ferramenta de telecomunicações que tem hoje. Não havia 4G, 5G. Hoje você trabalha da sua casa sem precisar sair e com todo o aparato tecnológico. Você tem ferramentas. Temos um prontuário eletrônico, feito por nós, que já previa a telemedicina. Já tínhamos todo um aparato que foi muito fácil lançar, associado a ferramentas de comunicação, conseguimos por no ar rapidamente. Em um primeiro momento foi por WhatsApp e depois lançamos a ferramenta dentro do prontuário. Temos um time de desenvolvedores preparado para isso, apesar de não executar. Está no nosso DNA, a empresa nasceu healthtech, trabalhamos com saúde e com tecnologia. Sabíamos que ia ser viável, só não tínhamos começado porque não havia ambiente regulatório. Colocamos no ar em nove dias. Tivemos que fazer algum acertos, e ainda estamos fazendo, para melhorar mais experiência do paciente. nps bastante algo. Fazemos um investimento permanente em todas as nossas aplicações e não é diferente com telemedicina. Queremos aumentar nossa escala e trazer outras modalidades, não só permitir a consulta, mas também o retorno e uma série de outras coisas. Como vê o ecossistema de healthtechs hoje no Brasil? RV - Com bons olhos. Estou no setor de saúde há mais de 30 anos e tenho visto muitas coisas boas. Tanto na evolução tecnológica da saúde, na resolução de dificuldades. Este é um setor caro e de difícil acesso para as pessoas. O sistema público tem muitas carências, é difícil de se trabalhar. As inovações trazem economia e eficiência para um setor antigo, que quando cresce, impacta a expectativa de vida das pessoas. Há um terreno infindável de oportunidades para as healthtechs explorarem a carência do setor. Inclusive qualquer tipo de incentivo que venha do governo será muito bem-vindos para que a gente tenha um setor com maior acessibilidade, conveniência e qualidade. E quais são os próximos passos para o dr.consulta? Eu acho que a gente continua no nosso propósito de salvar vidas. Somos eternamente gratos a tudo que nossos médicos vem fazendo pelos pacientes. É um trabalho que exige coragem e dedicação. Corremos o risco da segunda onda e estamos preparados, estamos um passo à frente. Não terminamos essa angústia do problema da Covid-10, temos que desenvolver mais esforços, há muita coisa por fazer para tornar a experiência do nosso paciente melhor. Aumentamos a nossa oferta de atendimento para a saúde mental, a que mais cresce em demanda no mundo. Hoje 20% das nossas consultas são com psiquiatra. Aumentamos bastante também a oferta para tratamento de doenças respiratórias e infectologistas. Estamos preparados para o que vier.

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