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Esse sistema tem seis estrelas e seis eclipses que só podem ser vistos da Terra

Danielle Cassita
·3 minuto de leitura

O telescópio Transiting Exoplanet Survey Satellite (TESS) segue proporcionando descobertas impressionantes. Agora, ao analisar dados obtidos pelo telescópio, uma equipe de astrônomos encontrou um sistema estelar sêxtuplo, onde seis estrelas orbitam umas às outras e, regularmente, causam eclipses entre si — que, por sorte, podem ser vistos da Terra.

Encontrar esse sistema não foi nada fácil, tanto que os pesquisadores utilizaram o supercomputador Discover, da NASA, para analisar dados coletados ao longo dos anos pelo TESS sobre a mudança da luz das estrelas. Depois, eles treinaram uma inteligência artificial no computador para identificar padrões de escurecimento e aumento de brilho, que podiam apontar para a presença de sistemas complexos.

Apesar de a maioria dos resultados sugerir a existência de sistemas comuns, eles notaram haver algo diferente acontecendo quando analisaram os dados do TIC 168789840; depois, em observações posteriores, confirmaram a presença de seis estrelas neste sistema. Localizado a pouco menos de 2 mil anos-luz de nós, o sistema está longe demais para telescópios na Terra conseguirem distinguir os objetos que o formam e, por isso, a única forma de identificar o que era o ponto de luz que parecia brilhar e escurecer por meio dos eclipses que acontecem lá.

Representação da estrutura do sistema proposta pelos autores (Imagem: Reprodução/Brian P. Powell)
Representação da estrutura do sistema proposta pelos autores (Imagem: Reprodução/Brian P. Powell)

Nesse caso, temos sorte de a Terra estar alinhada ao mesmo plano das órbitas das estrelas do TIC 168789840; oor isso, a cada vez que uma estrela do sistema passa à frente da outra, ocorre um eclipse que pode ser observado daqui. Isso não seria possível em outros lugares, porque elas nunca bloqueariam a visão uma da outra e, assim, o sistema não teria nada que chamasse a atenção e seria simplesmente mais um ponto de luz. As estrelas do sistema são quase "trigêmeas", pois cada par delas tem massa, raio e temperatura parecido com os demais.

O TIC 168789840 com suas seis estrelas não é o primeiro sistema deste tipo que conhecemos, mas integra um pequeno grupo composto por outros três membros. Entre eles, está o sistema de Castor, descoberto na constelação de Gêmeos — inicialmente, ele foi considerado um sistema binário, e em 1905 os astrônomos perceberam que, na verdade, os dois pontos de luz observados vinham de dois pares de estrelas; já em 1920, outro par foi descoberto, completando o sistema de seis estrelas.

Representação das órbitas do sistema de Castor (Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Caltech)
Representação das órbitas do sistema de Castor (Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Caltech)

Assim, o TIC 168789840 nos lembra um pouco seu colega: o sistema binário A tem período orbital de 1,57 dias, o C leva 1,3 dias para realizar a órbita e o B, por fim, tem período de 8,2 dias. Os pares A e C foram um sistema de período de 4 anos, aproximadamente, enquanto o C forma um subsistema mais externo com período de 2 mil anos. As estrelas primárias do sistema têm massa equivalente a 1,23 e 1,3 à do Sol, e as secundárias têm 0,56 e 0,66 massas solares.

Os pesquisadores ainda não sabem bem como sistemas deste tipo se formam, mas é certo que a descoberta é uma peça crítica que será importante para montar este quebra-cabeças. “Como consequência da composição, estrutura e orientação raras, esse objeto pode fornecer informações importantes sobre a formação, dinâmica e evolução de sistemas de estrelas múltiplas”, colocam os autores, pontuando também que observações futuras podem esclarecer melhor o alinhamento dos planos orbitais dos pares intermediários e externos.

O artigo com os resultados do estudo foi publicado no repositório online arXiv e ainda não passou pela revisão de pares.

Fonte: Canaltech

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