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Esse dispositivo pode ajudar observatórios em solo a caracterizar exoplanetas

·2 minuto de leitura

Os telescópios em solo e observatórios orbitais já revelaram milhares de exoplanetas ao redor de estrelas distantes e, embora as técnicas usadas por esses instrumentos se mostrem bastante eficientes para descobri-los, ainda faltam meios que permitam melhorar a caracterização desses mundos. Assim, em um novo estudo, autores investigam o que seria necessário para produzir imagens de exoplanetas na órbita de estrelas parecidas com o Sol, sugerindo o uso de ocultadores.

A maior parte das técnicas empregadas para descobrir exoplanetas trabalha com medidas indiretas da existência desses mundos, ou seja, com reduções no brilho da estrela ou pequenas mudanças em sua posição. Esses métodos funcionam para encontrá-los, mas fornecem informações limitadas sobre como esses mundos realmente são. Como resultado, os astrônomos precisam inferir características deles, como a composição, por exemplo.

Uma forma de conseguir detalhes importantes desses planetas seria com imagens diretas deles, mas, para isso, seria preciso lidar com o brilho altíssimo da estrela que orbitam. A forma mais comum de resolver essa interferência da estrela é com o uso de ocultadores, que são coronógrafos que vão no interior do telescópio para bloquear a luz da estrela e, se o planeta tiver tamanho e brilho adequados, permite obter imagens diretas dele. Quando o ocultador fica na parte externa do telescópio, ele recebe o nome de “starshade”.

Conceito do telescópio HabEx, da NASA, pareado com um starshade (Imagem: Reprodução/Gaudi et al.)
Conceito do telescópio HabEx, da NASA, pareado com um starshade (Imagem: Reprodução/Gaudi et al.)

Como esse método proporcionou somente algumas imagens diretas, os autores do estudo propõem que, para produzir imagens de exoplanetas como a Terra na órbita de estrelas como o Sol, seria preciso ter um telescópio gigante — e bem maior que aqueles que podemos levar ao espaço atualmente — e um coronógrafo igualmente massivo, tão grande que não caberia no telescópio. É aí que entra a proposta de um ocultador que precisaria ter de 80 m até 100 m de diâmetro, e ficaria na órbita da Terra.

Se estiver na órbita adequada, o ocultador poderia passar periodicamente por observatórios gigantes em solo. Quando estiver alinhado corretamente, o dispositivo iria bloquear a luz da estrela-alvo e a sombra projetada permitiria que o telescópio obtenha imagens diretas dos planetas em órbita. Essa configuração não iria proporcionar tanto tempo de observação contínua, mas seria de enorme ajuda para observatórios em solo. Ainda não temos nada do tipo no espaço, mas uma vela solar poderia ser a plataforma perfeita para lançar um ocultador para esse objetivo.

O artigo com os resultados do estudo foi publicado no repositório online arXiv, sem revisão de pares.

Fonte: Canaltech

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