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Essas 36 galáxias distantes entre si formaram novas estrelas ao mesmo tempo

·3 minuto de leitura

Em novo estudo, uma equipe de pesquisadores analisou uma amostra de 36 galáxias anãs e notou algo surpreendente: embora estejam distantes umas das outras, elas formaram novas estrelas ao mesmo tempo. Esta foi uma descoberta inesperada, que pode desafiar as teorias consideradas atualmente sobre como as galáxias evoluem ao longo do tempo.

Na verdade, o esperado era que as galáxias que tivessem mais de 1 milhão de anos-luz de distância entre si fossem independentes umas das outras em relação à formação de novas estrelas, mas não foi o que foi observado. Embora as galáxias tenham até 13 milhões de anos-luz entre si, elas desaceleraram e, depois, mostraram uma nova aceleração na taxa de nascimento de estrelas. A queda simultânea no nascimento das novas estrelas começou há 6 bilhões de anos, e o aumento, há 3 bilhões de anos.

A galáxia NGC 1232 ao centro indica a posição e tamanho da Via Láctea, junto das galáxias anãs formadoras de estrelas (Imagem: Reprodução/Rutgers University-New Brunswick)
A galáxia NGC 1232 ao centro indica a posição e tamanho da Via Láctea, junto das galáxias anãs formadoras de estrelas (Imagem: Reprodução/Rutgers University-New Brunswick)

Eric Gawiser, coautor do estudo, explica que a equipe descobriu que “independentemente de serem vizinhas ou não, essas galáxias pararam e depois começaram a formar novas estrelas ao mesmo tempo, como se uma tivesse influenciado a outra por meio de uma ‘rede social extragaláctica’”. Já Charlotte Olsen, a autora principal, comenta que parece que isso aconteceu como uma resposta a uma mudança de grande escala no ambiente, de forma parecida a uma explosão demográfica — também conhecida como “baby boom” — que ocorre durante bons momentos econômicos.

Para entender a evolução das galáxias, é preciso compreender também os vários processos que as afetam ao longo da vida, e a formação de estrelas é um dos principais deles. A taxa de nascimento de novas estrelas pode aumentar quando acontece alguma interação ou colisões entre galáxias, mas como este processo depende da disponibilidade de hidrogênio, ele pode parar na ausência do gás.

Além disso, a história da formação estelar é um excelente registro das condições ambientais presentes ao longo do desenvolvimento da galáxia — principalmente no caso das galáxias anãs, que são mais sensíveis aos efeitos do ambiente. No caso das 36 galáxias do estudo, elas estavam expostas a diferentes ambientes e em distâncias que chegavam a até 13 milhões de anos-luz. Assim, elas pareceram ter passado por alguma mudança que distribuiu “combustível” entre elas, mesmo que estivessem longe umas das outras.

Detalhe de oito galáxias analisadas no estudo (Imagem: Reprodução/Rutgers University-New Brunswick)
Detalhe de oito galáxias analisadas no estudo (Imagem: Reprodução/Rutgers University-New Brunswick)

Então, pode ser que tenham encontrado uma enorme nuvem de gás ou até algum outro fenômeno ainda desconhecido: “ainda não conhecemos completamente o impacto completo da descoberta, porque ainda será necessário estudar o quanto os modelos atuais do crescimento das galáxias precisa ser alterado para entendermos esta surpresa”, explicou Gawiser, ressaltando que pode haver grandes implicações na área se o resultado não puder ser explicado dentro da compreensão atual da cosmologia.

Felizmente, o telescópio espacial James Webb poderá ajudar nesta investigação: “ele será a forma ideal de trazermos novos dados, para descobrir a que distância da Via Láctea este ‘baby boom’ se estendeu”, finalizou Olsen. O telescópio deve ser lançado no fim de outubro, mas a data pode sofrer algum adiamento em função de anomalias identificadas no foguete que será usado neste lançamento.

O artigo com os resultados do estudo foi publicado na revista Astrophysical Journal.

Fonte: Canaltech

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