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Essa gigante vermelha pode ser a estrela mais antiga já observada

·2 minuto de leitura

Localizada a cerca de 16.000 anos-luz de distância da Terra, a estrela gigante vermelha SPLUS J2104-0049 é o que cientistas acreditam se tratar de uma estrela de segunda geração, ou seja, formada há pelo menos 13,7 bilhões de anos — bem logo após a formação do universo. Através de uma análise da sua composição química, astrônomos acreditam que a estrela tenha se formado a partir do material deixado por uma estrela de primeira geração.

Graças aos dados obtidos pelo Southern Photometric Local Surveu (S-PLUS), localizado em no Observatório Cerro Tololo, no Chile, pesquisadores analisaram, por meio da fotometria, a intensidade da luz emitida pela estrela. Os pesquisadores ainda chamam a atenção para o fato de que, se SPLUS J2104-0049 realmente se formou a partir dos vestígios deixados pela explosão de um estrela de primeira geração, poderemos finalmente entender um pouco da primeira população de estrelas a brilhar no universo — o que, atualmente, só podemos supor de acordo com o que a ciência nos oferece.

A análise por meio da fotometria indicou que a estrela é pobre em metal. Segundo o artigo, esse tipo de estrela pode ser identificado pela baixíssima quantidade de elementos como carbono, ferro, oxigênio, magnésio e lítio — de acordo com a espectroscopia, ou seja, a impressão digital da estrela emitida em forma de luz. Isso porque, antes da primeira geração de estrelas se formar, o universo era praticamente feito de hélio e hidrogênio. Só então, com a morte desta primeira geração, é que elementos mais pesados começaram a se espalhar pelo espaço.

L2 Puppis, um estrela gigante vermelha como SPLUS J210428-004934 (Imagem: Reprodução/ESO)
L2 Puppis, um estrela gigante vermelha como SPLUS J210428-004934 (Imagem: Reprodução/ESO)

Através do S-PLUS, um grupo de astrônomos do NOIRLab, da National Science Foundation (NSF), identificou a SPLUS J210428-004934 como uma estrela ultrapobre em metais, também chamadas de UMP (sigla em inglês). Embora ela não apresente a menor metalicidade já detectada, apresenta uma média para o padrão de estrelas UMP. Outro dado que chamou a atenção dos pesquisadores é que a estrela tem a menor quantidade de carbono já observada em uma UMP. Estudar estrelas como esta pode oferecer informações para compreensão da evolução de estrelas no universo.

Através de um modelo teórico, empregando os dados atuais e algumas suposições, a equipe estima que a SPLUS J210428-004934 possa ter se formado com a nuvem de matérias deixadas por uma supernova de um estrela de primeira geração, com cerca de 29,5 vezes a massa do Sol. No entanto, mais observações e análises precisam ser feitas para entender exatamente a ocorrência, por exemplo, da baixa quantidade de carbono. A equipe pretende procurar por mais estrelas parecidas com esta — ou seja, com baixa massa metálica e que ainda esteja viva na Via Láctea.

O artigo foi integralmente publicado no periódico científico The Astrophysical Journal Letter.

Fonte: Canaltech

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