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Esqueleto de T.Rex é vendido em leilão por mais de R$ 178 milhões

Natalie Rosa
·3 minutos de leitura

Já imaginou ter um esqueleto de dinossauro na sala de sua casa? Definitivamente, é algo que é para poucos e que exige não só uma sala gigante, como também muito dinheiro. O caso parece impossível, mas um milionário acabou de arrematar o esqueleto quase completo de um Tiranossauro Rex no tradicional leilão Christie's.

O fóssil, que tem 67 milhões de anos e foi batizado de Stan, foi leiloado com valores iniciais entre US$ 6 milhões a US$ 8 milhões, mas foi tão requisitado que foi arrematado a US$ 31.847.500, equivalente a mais de R$ 178 milhões na cotação atual.

<em>Imagem: Reprodução/Mary Altaffer/AP</em>
Imagem: Reprodução/Mary Altaffer/AP

O esqueleto recebeu o nome em homenagem ao paleontólogo amador Stan Sacrison que, em 1987, durante uma viagem de campo por Dakota do Sul, encontrou um osso em um penhasco rochoso na formação Hell Creek, de 66 milhões de anos. Pouco tempo depois, em 1992, após 30 mil horas de limpeza e montagem, o esqueleto ficou pronto e passou a pertencer a uma empresa especializada no comércio de fósseis, a Black Hills Institute of Geological Research.

Mas esta não foi a primeira vez que um esqueleto de T.Rex foi vendido por uma quantia milionária. Em 1999, o fóssil de Sue the T.Rex, que estava 90% completo, foi vendido por US$ 8,36 milhões para o Field Museum of Natural History, que fica em Chicago, nos Estados Unidos.

Desde que o Tiranossauro Rex foi descrito como uma espécie de dinossauro, em 1902, cerca de 50 esqueletos do predador foram descobertos até então. Stan está na 5ª colocação entre os mais completos (70%), contando com 188 ossos originais. O fóssil da criatura conta com quase quatro metros de altura e 12 metros de comprimento, e era um animal já na fase adulta quando morreu, provavelmente de velhice.

Os ossos possuem sinais de que o T.Rex passou por muitos ataques e sofreu de várias doenças ao longo da sua vida. Marcas de perfuração encontradas na parte de trás do crânio e nas costelas indicam mordidas de outro dinossauro predador, enquanto outras sugerem que seu pescoço foi quebrado e provocou a fusão de duas vértebras, o que pode ter provocado dor intensa e perda de mobilidade definitiva.

Imagem: Reprodução/Christie's
Imagem: Reprodução/Christie's

Mercado de fósseis de dinossauros

O mercado de fósseis de dinossauros é algo real e, ao longo das duas últimas décadas, contou um crescimento significante que é sustentado por milionários e colecionadores excêntricos. Entre eles está até mesmo Nicolas Cage, astro de Hollywood, que adquiriu o crânio de um Tarbosaurus bataar, um parente do T.Rex, por US$ 276 mil em 2006.

Em 2018, uma espécie de dinossauro ainda não identificada foi vendida por US$ 2,3 milhões, e o comprador também recebeu o direito de nomear o animal. Além dos carnívoros, dinossauros herbívoros também são alvos de compradores, como o Triceratops, em que milionários estão dispostos a pagar de US$ 170 mil a US$ 400 mi, ou ainda o Diplodocus, que pode custar entre US$ 570 mil a US$ 1,1 milhão.

Muitos paleontólogos, no entanto, criticam a indústria de venda de fósseis de dinossauros, uma vez que os colecionadores milionários acabam superando os lances das instituições públicas e, consequentemente, retirando esse material das possibilidades de pesquisas futuras. Várias dessas vendas são resultados de anos de pesquisa e estudo de paleontólogos amadores.

Fonte: Canaltech

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