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Espetáculo on-line mostra saga de mulher preta e nordestina no Alemão

·2 minuto de leitura

RIO — Mulher preta e nordestina deixa o seu estado de origem, Pernambuco, com os dois filhos nos braços em busca de uma vida melhor no Rio de Janeiro. Chegando à Cidade Maravilhosa, depara-se com a realidade da favela, além de uma rotina de preconceito e racismo. A trama central de “MamÁfrika” é uma ficção; afinal, não se baseia na vida de uma única força feminina, mas é, sim, inspirada em histórias reais. Em cartaz de sexta a domingo até o dia 27, às 20h, no canal do YouTube do Sesc, o espetáculo foi previamente gravado no Complexo do Alemão, onde a trama é ambientada. A mistura entre a criação artística e a vivência ganha ainda mais coro com a escalação de Cátia Costa para o papel-título.

Protagonista da peça, a atriz e diretora, moradora de Vila Isabel, conhece de perto boa parte do contexto em que sua personagem está inserida:

— Eu nasci numa favela na Engenhoca, em Niterói. Quem mora ou já morou em uma comunidade sabe o que é luta. A gente não vive, resiste! No caso da peça, a minha personagem vem do sertão, neste êxodo tão comum aqui no Brasil, sonhando com dias melhores. Mas não é isso que acontece. Ela conhece a realidade da favela, que inclui a violência, sofre com a dificuldade de ver os filhos conquistarem um espaço profissional e também com o preconceito em relação a sua fé. Ela é praticante das religiões de matrizes africanas e, infelizmente, é vítima de intolerância.

“MamÁfrika” representa os acontecimentos atuais até no formato. A peça, que, a princípio, foi criada para ser encenada presencialmente precisou migrar para o universo virtual.

— É mais seguro que o público esteja em casa neste momento. Este é um novo olhar para o teatro. Não foi simples atuar para uma câmera e não para o público ao vivo, mas deu certo! O artista precisa do gás da plateia, mas, por ora, me alimento dos comentários de quem assistiu à peça nas redes sociais. Este formato não é bom, nem ruim, é uma nova possibilidade de interação — diz a atriz.

Gravar o espetáculo na Casa Brota, no Alemão, também foi uma experiência interessante para Cátia.

— Nós gravamos três dias neste espaço, que fica em frente ao teleférico. Foi muito importante sentir a energia do lugar em que a história se passa. Exploramos todos os ambientes. “MamÁfrika” é uma peça de teatro, mas, ao mesmo tempo, é como um filme, já que usa os recursos de uma produção audiovisual — conta a atriz, que divide a cena com os atores Paulo Guidelly e Marcelo Magano.

O acesso às apresentações é pela plataforma Sympla:

— Basta entrar no site, buscar o “MamÁfrika” e reservar os ingressos, que são gratuitos.

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