Mercado abrirá em 9 h 29 min
  • BOVESPA

    110.334,83
    +299,66 (+0,27%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    44.784,58
    +191,67 (+0,43%)
     
  • PETROLEO CRU

    59,75
    -0,89 (-1,47%)
     
  • OURO

    1.708,90
    -14,10 (-0,82%)
     
  • BTC-USD

    49.011,68
    +2.207,24 (+4,72%)
     
  • CMC Crypto 200

    981,40
    +53,17 (+5,73%)
     
  • S&P500

    3.901,82
    +90,67 (+2,38%)
     
  • DOW JONES

    31.535,51
    +603,14 (+1,95%)
     
  • FTSE

    6.588,53
    +105,10 (+1,62%)
     
  • HANG SENG

    29.317,48
    -135,09 (-0,46%)
     
  • NIKKEI

    29.554,75
    -108,75 (-0,37%)
     
  • NASDAQ

    13.252,00
    -27,75 (-0,21%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,7822
    -0,0134 (-0,20%)
     

Esperança e desespero em UTI da covid-19 em Londres

·2 minuto de leitura
Médica Jenny Towsend (à d.) na UTI do hospital King's College de Londres

Enquanto se recupera da covid-19 no King's College Hospital de Londres, Justin Fleming, de 47 anos, confessa ter sentido medo das estatísticas crescentes do número de mortos no Reino Unido, onde hospitais como este estão sob enorme pressão.

Sentado em sua maca com um tubo de plástico fornecendo oxigênio pelo nariz, este pai de família destaca a "enorme" brecha que existe "entre a percepção pública de tudo isso e o fato de estar aqui sozinho".

Na mídia, "vemos os números, os dados diários, e são rostos sem nome", afirma.

"O que acontece" com este vírus, é que você "sente que desaparece", conta ele ofegante, lembrando o medo que sentiu por não poder ver seus familiares e amigos, de "ser um amigo que sumiu, só uma estatística" entre as mais de 100.000 mortes registradas no país.

"Tenho um filho de três anos e nessa idade eles esquecem. Suas lembranças não seriam reais, seriam só de fotografias e isso ficava na minha cabeça", explica.

Submetido a uma intensa pressão pela onda de pacientes com coronavírus no país mais castigado da Europa pela pandemia, a equipe sanitária do King's College Hospital enfrenta a situação trabalhando em equipe.

"Estamos fazendo o melhor que podemos. E fazemos em condições muito difíceis", explica Jenny Towsend, médica da UTI, durante a visita de um grupo de jornalistas.

- "Cuidar uns dos outros" -

Este centro, localizado no sul da capital britânica, vivenciou recentemente um aumento nas internações, com quase 800 pacientes infectados pelo vírus, apesar de o número ter caído para 630 depois da implementação do terceiro confinamento no país no início do mês.

O hospital teve que ampliar suas capacidades: a unidade em que Towsend trabalha, com uma capacidade teórica de 16 pacientes, recebe 30. Agora há duas macas em um espaço projetado para apenas uma.

Em tempos normais na UTI, cada paciente é atendido por um enfermeiro. Hoje, há um enfermeiro para quatro pacientes.

"Você pode cair e se levantar, ficar desmoralizado e superar isso, chorar, precisar falar com um colega (...), mas estamos aqui para cuidar dos pacientes e uns dos outros", disse Felicia Kwaku, chefe da enfermaria.

Apesar dessas circunstâncias excepcionais, que estão levando o sistema de saúde à beira do colapso, "tentamos fazer o que fazemos normalmente, mas às vezes, devido ao número de pacientes, temos que priorizar entre o que podemos e o que não podemos fazer", explica Towsend.

No entanto, com a atual campanha de vacinação que já imunizou mais de sete milhões de pessoas no Reino Unido, "existe uma luz no fim do túnel", afirma.

Enquanto isso, apesar do confinamento e da queda dos contágios, "as internações hospitalares continuam todos os dias", lamenta, convencida de que não terão alívio no futuro próximo.

"Alguém pode estar doente por dez dias antes que as necessidades de oxigênio aumentem e precise de um respirador, acredito que teremos muito mais hospitalizações antes que haja um possível alívio na UTI", estima.

bur/acc/mb/aa