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Especialistas temem que autotestes de covid possam resultar em subnotificação

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Até esta segunda-feira (18), a Anvisa já publicou o deferimento, ou seja, seguiu com o registro de 21 diferentes autotestes caseiros para a covid-19, entre swabs nasais e testes via saliva. Entre as vantagens dessa modalidade de testagem está o desafogamento de farmácias, laboratórios e hospitais, que sofreram em crises como a da disseminação da variante ômicron, mais cedo neste ano.

Mas os autotestes também trazem algumas desvantagens: uma delas é a subnotificação de casos, já que nem todas as pessoas que compram e realizam o teste caseiro acabam alertando as empresas responsáveis, tanto em resultados positivos quanto negativos. No momento, as fabricantes buscam maneiras de incentivar a notificação de resultados por parte dos usuários dos autotestes.

Os autotestes, apesar de úteis para indicar isolamento a pacientes, podem resultar em subnotificação de casos (Imagem: Jirkaejc/Envato Elements)
Os autotestes, apesar de úteis para indicar isolamento a pacientes, podem resultar em subnotificação de casos (Imagem: Jirkaejc/Envato Elements)

Problemas dos autotestes

Os autotestes, ou testes caseiros de covid-19 são ferramentas úteis no combate à pandemia, visto que ajudam a identificar indivíduos infectados de forma mais rápida e sem carregar o sistema de saúde em filas de hospitais, postos de saúde ou laboratórios. Há, no entanto, algumas discussões acerca de tais resultados — como sua validade, por exemplo, já que a Anvisa recomenda não utilizar o dispositivo para definir diagnósticos, melhor realizados por profissionais da saúde.

A princípio, os testes caseiros seriam uma ferramenta útil para que pacientes identifiquem a presença do vírus no corpo após o contato com alguém infectado, por exemplo, e utilizem um resultado positivo para se isolar e prevenir potenciais transmissões. Há de se notar que o resultado de um autoteste não tem validade como atestado médico ou autorização para viagem, no entanto, servindo mais como uma pré-triagem para o sistema de saúde.

É nessa área cinzenta que se levantam potenciais problemas causados pela autotestagem. O Brasil já vinha enfrentando problemas em relação ao cálculo dos casos confirmados de covid-19 desde dezembro do ano passado, quando houve um apagão dos dados que ainda provocou instabilidade nos sistemas do Ministério da Saúde.

Uma preocupação levantada em relação aos autotestes é acerca da eficácia da coleta por parte do usuário (Imagen: Rawf8/Envato Elements)
Uma preocupação levantada em relação aos autotestes é acerca da eficácia da coleta por parte do usuário (Imagen: Rawf8/Envato Elements)

A Anvisa indica que a população informe casos positivos revelados pelos autotestes às autoridades de saúde por meio de um telefone registrado na embalagem dos produtos. Além disso, as empresas têm a responsabilidade de encontrar maneiras de notificar resultados dos testes. O problema é que, idealmente, o resultado de um teste caseiro não deveria se tornar estatística sem uma confirmação por diagnóstico oficial.

Além de não haver forma de garantir que o usuário vá se dirigir a uma unidade de saúde para confirmar o resultado, há preocupação acerca da assertividade do processo. Apesar de tutoriais presentes na embalagem e em vídeos instrutivos indicados pelas fabricantes, há chances do teste retornar um falso-negativo, visto que não é feito por um profissional treinado.

Esse tipo de preocupação já é levantado em países onde os autotestes são mais disseminados, como nos Estados Unidos. O CDC (Centers for Disease Control and Prevention, agência de saúde estadunidense), por exemplo, utiliza métricas como o número de hospitalizações, níveis do vírus detectados em águas residuais e outros métodos ao invés de apenas o número de casos confirmados.

Fonte: Canaltech

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