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Especialistas garantem segurança da vacinação contra adolescentes; tire dúvidas

·3 minuto de leitura

SÃO PAULO —A orientação do Ministério da Saúde de não recomendar a vacinação de adolescentes sem comorbidades pegou de surpresa médicos e famílias. Grande parte do país já aplicou a primeira dose da Pfizer nesse público, incluindo capitais como Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre, Salvador e muitas outras.

Os especialistas, porém, pedem tranquilidade às famílias e asseguram que a vacinação é segura.

Meu filho recebeu a primeira dose da vacina. Qual o risco?

Além do aval de segurança e eficácia da Anvisa ocorrido em junho para essa faixa etária, a vacina foi testada em mais de 10 milhões de jovens em mais de 40 países, incluindo EUA, Europa, Israel e agora também na Inglaterra. E não aconteceu nenhum problema grave, nenhuma morte.

— Os casos de miocardite são casos leves, de fácil recuperação. A chance de uma criança ou adolescente ter, justamente, uma miocardite pela Covid é 30 vezes maior do que ter o problema provocado pela vacina — afirma Salmo Raskin, médico geneticista e diretor do Laboratório Genetika.

A infectologista Luana Araújo diz que as famílias podem ficar tranquilas.

— Quem já vacinou não precisa se preocupar com absolutamente nada. Os dados dão extrema de segurança.

E a segunda dose? Como fica?

A vacina da Pfizer tem sido administrada com intervalo de três meses no Brasil.

— É importante reforçar que mantenham as outras prevenções, porque uma dose está longe de proteger — afirma a infectologista Luana Araújo.

Pesquisas internacionais estão avaliando se uma dose não abre, inclusive, margem para uma meia proteção, que por sua vez pode aumentar o risco de surgimento de novas cepas. Por isso, é importante pedir que os adolescentes sigam agora ainda mais as medidas contra a Covid, como distanciamento social e uso de máscaras.

— A Inglaterra decidiu avaliar no intervalo entre as doses qual a proteção que os adolescentes vão desenvolver com uma dose. O Brasil poderia ter feito isso, dar uma dose para todos e daqui a 90 dias reavaliar. Durante a epidemia muitas informações vão aparecendo com a passar do tempo. Há vários trabalhos sendo feitos e países como a própria Inglaterra, EUA, Israel e Canadá vão avaliar os dados dos vacinados e isso vai sair em breve — afirma Raskin.

Meu estado vai manter a vacinação. Levo ou não meu filho adolescente?

Tanto Luana Araújo quanto Salmo Raskin recomendam que sim, os adolescentes continuem a se vacinar onde isso for possível.

— As evidências epidemiológicas internacionais mostram que é essa a conduta segura. No contexto brasileiro, em que há circulação viral incontrolável e introdução recente da variante Delta, não existe a possibilidade do risco versus benefício das vacinas ser desfavorável — diz a infectologista.

— No Brasil, a taxa de mortalidade por Covid na população pediátrica é sete vezes maior que nos EUA. Aqui, morreram 2.400 menores de 18 anos. Nos EUA, foram 400 e lá tem mais pessoas nessa idade do que aqui. Além disso, o número de brasileiros mortos por Covid-19 nessa faixa etária, é maior do queo provocado por todas as doenças imunopreviníveis juntas. E ainda tem o papel coletivo, as crianças e adolescentes precisam retornas às escolas sem expor funcionários, professores ou familiares — completa o geneticista.

Mas a Organização Mundial da Saúde é a favor ou contra?

A OMS já afirmou que a vacina é segura para adolescentes. No entanto, a organização pede que os países não vacinem adolescentes enquanto outros países nem começaram a vacinar populações vulneráveis.

— Existe uma injustiça no fato que boa parte do mundo não recebeu nem a primeira dose da vacina ainda e é papel da OMS defende a melhor distribuição de doses no mundo. Assim como foi contra a dose de reforço. São argumentos humanitários e não científicos. Isso não tem nada a ver com segurança da vacina contra crianças e adolescentes, afirma Raskin.

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