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Especialistas dão dicas de como mudar de carreira e trabalhar com tecnologia

Foto: Getty
Foto: Getty

O LinkedIn lançou em janeiro um levantamento que mostra quais são as 15 profissões emergentes no Brasil em 2020 - isto é, os setores mais aquecidos do mercado de trabalho nesta nova década. Uma área, porém, está mais agitada que qualquer outra: a de tecnologia.

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Das 15 profissões no levantamento, nove estão diretamente ligadas à área de tecnologia da informação. E mesmo nas carreiras de outros segmentos, as empresas que mais contratam têm alguma relação direta ou indireta com T.I.

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O cenário pode gerar esperança para brasileiros que engrossam as estatísticas de subemprego no Brasil. Embora o país tenha gerado 644 mil vagas de carteira assinada em 2019, o maior saldo anual desde 2013, o número de desempregados no trimestre encerrado em novembro foi de 11,9 milhões de pessoas.

Profissionais experientes que não conseguem mais uma recolocação na sua área de trabalho podem ver em T.I. uma oportunidade de “reconstrução”. E não é à toa: segundo Milton Beck, diretor geral do LinkedIn para a América Latina, a onda da tecnologia não vai passar tão cedo.

“A cada ano que passa vemos mais profissões ligadas a novas tecnologias”, disse o executivo ao Yahoo Finanças. “A segunda profissão da lista, por exemplo, o engenheiro de cibersegurança, teve sua procura aumentada anualmente em uma média de 115% entre 2015 e 2019.”

Para o executivo, não existe idade limite para profissionais mais experientes que queiram trocar de área e se arriscar na tecnologia. O importante é que o candidato esteja ciente dos riscos e dos requisitos de um setor tão competitivo, e que não se deixe iludir por seu nível de habilidade com tecnologia.

“Sempre importante lembrar que participar de redes sociais e conhecer as novidades do mundo da tecnologia, em geral, é pré-requisito para se manter ativo em qualquer área. No caso de uma pessoa acima de 50 anos, por exemplo, será difícil ser contratado se transmitir uma imagem que faça o entrevistador pensar que o candidato não sabe manusear um smartphone, por exemplo”, diz Beck.

Opinião semelhante é a de Débora Ribeiro, gerente de recrutamento da Robert Half, uma consultoria de recrutamento especializada em tecnologia. Para ela, o profissional que decide mudar de carreira deve ter muito cuidado para não confundir habilidades comuns com proficiência.

“É muito fácil se deslumbrar com o mercado”, afirma Débora ao Yahoo, lembrando que o setor de tecnologia enfrenta baixa oferta de profissionais qualificados no Brasil, por isso tem muitas vagas e oferece altos salários.

Para a recrutadora, dois tipos de profissionais têm mais chance de sucesso na migração: uma pessoa com menos tempo de carreira e maior independência financeira para se dedicar a uma nova faculdade, por exemplo; e aquele que tenha a experiência necessária para trabalhar na intersecção entre áreas diferentes e a tecnologia.

“Quando você fala em uma empresa de meios de pagamento, por exemplo, esta já é uma empresa de tecnologia”, diz Débora. “O core da empresa é T.I., mas o segmento dela ainda não é classificado assim. Cada vez mais é necessário ter uma pessoa que conheça das duas pontas.”

Ainda assim, quando o assunto é mudança de carreira, não há contraindicações. Qualquer um pode se dedicar a uma nova área em qualquer etapa da vida, dizem os especialistas ouvidos pelo Yahoo. Para saber se esta é a decisão ideal para a sua carreira, Débora recomenda responder às seguintes perguntas:

  1. Por que você quer mudar?

  2. Tecnologia é algo de que você realmente gosta?

  3. O quanto você conhece e entende de tecnologia?

  4. Quais são os pontos positivos e negativos da mudança?

  5. O seu objetivo é de curto, médio ou longo prazo?

  6. Você tem disposição para investir na aquisição de novas habilidades?

Com tudo isso em mente, fica mais fácil identificar se o setor de tecnologia é a escolha certa para você. “A capacidade de aprendizado não está relacionada com idade ou experiência”, afirma Beck. “Nenhum profissional está 100% apto a uma posição, uma vez que o mercado está em constante evolução. Sendo assim, o candidato que tiver mais dedicação em atualizar-se e possuir as habilidades necessárias, será aquele com mais chances.”

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