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Especialistas comemoram início da vacinação e dizem que ressalvas da Anvisa são de praxe

Constança Tatsch e Aline Ribeiro
·2 minuto de leitura

RIO — A aprovação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), por unanimidade, do uso emergencial de duas vacinas contra a Covid-19 foi celebrada por médicos e cientistas. As observações feitas pela agência ao longo da votação, neste domingo, foram consideradas padrão nesse tipo de situação e não alteram a mensagem principal: a vacinação deve começar “para ontem”.

O órgão regulador fez ressalvas à autorização dos imunizantes e recomendou que os fármacos sejam monitorados. A Anvisa afirmou que o Instituto Butantan não enviou dados sobre a vacina, como informações sobre anticorpos gerados na fase 3 do estudo ou a duração da proteção proporcionada pela vacina e seu efeito em idosos e outros grupos específicos. Já sobre a vacina da Fiocruz, disse que há dificuldade em estabelecer a data de validade do imunizante além de cobrar dados que comprovem a mesma capacidade de gerar anticorpos da vacina produzida pelo Instituto Serum, na Índia, e as vacinas produzidas no laboratório AstraZeneca.

Para a pneumologista da Fiocruz Margareth Dalcomo, as ressalvas apresentadas são “de natureza técnica muito facilmente respondíveis pelos dois órgãos”, tanto Butantan quanto pela Fiocruz.

— Sem dúvida nenhuma é um momento muito esperado que traz esperança à população brasileira em meio ao luto tão profundo por tantas mortes. Não há dúvida que representa um momento histórico e agora o que precisamos é trazer as vacinas da Índia — afirma Dalcomo.

Ela também celebra que a os diretores e até o presidente da Anvisa tenham ”colocado por terra, de uma vez por todas”, a ideia de tratamento precoce.

— Não há tratamento precoce algum, isso é uma enganação da opinião pública, a utilização desses remédios que foram defendidos, inclusive pelas autoridades brasileiras, não serve para nada. A Anvisa teve uma manifestação unânime declarando que, na ausência de qualquer tratamento vigente para Covid-19, o único tratamento é a vacina.

Para Paulo Lotufo, professor de epidemiologia da USP (Universidade de São Paulo), é "totalmente normal" a Anvisa autorizar vacinas com restrições. Segundo ele, isso ocorreu também no EMA europeu (Agência Europeia de Medicamentos) e no FDA americano (Agência de Alimentos e Medicamentos).

—Isso faz parte. As observações são totalmente normais e aceitáveis porque é um produto emergencial que precisa ser aplicado desde agora. Não podemos perder tempo. Se fosse um medicamento normal, para hipertensão ou diabetes, a Anvisa devolveria para pedir mais esclarecimentos. Mas estamos discutindo um caso emergencial. Óbvio que precisa começar ontem a vacinação. São coisas que mostram a limitação do estudo, mas não o invalidam — disse Lotufo.

O ex-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Gonzalo Vecina Neto, presidente do Conselho do Instituto Horas da Vida, segue na mesma linha:

—É um dia positivo, temos duas vacinas. Agora, os brasileiros têm que buscar o seu dia de vacinar e se vacinar. Estamos começando a controlar a pandemia graças à Fiocruz e ao Butantan.