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Especialistas citam 4 alertas para se preocupar com as variantes do coronavírus

Natalie Rosa
·3 minuto de leitura

No fim do ano passado, a pandemia da COVID-19 acabou trazendo algumas surpresas bem desagradáveis. No Reino Unido e na África do Sul, novas variantes do SARS-CoV-2 começaram a aparecer, contaminando as pessoas de forma mais rápida. O mesmo acabou acontecendo aqui no Brasil, em Manaus, com a cidade atingindo níveis assustadores de contaminação e provocando o colapso do sistema de saúde local.

As novas variantes, mesmo que nem todas sejam consideradas mais graves, se propagam mais rápido, o que acaba reforçando a necessidade das medidas de prevenção contra o vírus, como o distanciamento social. Em entrevista à BBC News Brasil, os pesquisadores apresentaram quatro sinais de alerta dessas variantes para acompanhar. Veja quais são:

<em>Imagem: Reprodução/Helena Jankovičová Kováčová/Pixabay </em>
Imagem: Reprodução/Helena Jankovičová Kováčová/Pixabay

1. Surto de hospitalizações

De acordo com os especialistas, as cidades precisam acompanhar o andamento das internações nos hospitais, pois qualquer aumento significativo pode ser resultado da alta contaminação por uma variante, e devem ser considerados também os números de mortes.

Antes de analisar se existe a possibilidade de uma variante estar contaminando a população, as autoridades verificam se houve alguma ação humana que explique o aumento de casos, como festas e eventos. Se não existe, é hora dos cientistas entrarem em ação e analisar as mudanças genéticas do coronavírus, exatamente o que aconteceu na África do Sul.

2. Aumento de reinfecções

Outro alerta feito pelos especialistas é referente ao crescimento de casos de reinfecções, quando uma pessoa já recuperada da COVID-19 acaba sendo contaminada mais uma vez pelo vírus. Quando uma região começa a perceber uma grande quantidade desses casos, é hora de começar a se preocupar com o surgimento de novas variantes.

De acordo com uma pesquisa recente, 83% das pessoas que já se curaram da doença ficam com os anticorpos no organismo por até cinco meses, um tempo razoável. Então, se muitas pessoas começarem a testar novamente positivo para a doença, pode ser que uma nova variante esteja em circulação e combatendo os anticorpos, um sinal de que será preciso analisar as cepas.

<em>Imagem: Reprodução/Torstensimon/Pixabay </em>
Imagem: Reprodução/Torstensimon/Pixabay

3. Maior gravidade e alteração nos sintomas

O aumento de registros de casos graves da COVID-19 e alterações consistentes nos sintomas também podem indicar a presença de uma nova variante. Isso pode acontecer porque as mutações acabam interagindo de uma forma diferente nas células, trazendo reações no organismo diferentes das que acontecem com o coronavírus já conhecido.

No entanto, ainda não há comprovação de que as variantes de Manaus, África do Sul e Reino Unido provoquem essa alteração de sintomas. O que se sabe é que algumas mutações provocam cargas virais mais altas nas pessoas infectadas, deixando a doença mais grave.

4. Alteração na faixa etária dos infectados

Por fim, os especialistas alertam para o crescimento da contaminação em grupos etários que costumam ser os menos atingidos pelo coronavírus. Sendo assim, caso crianças e adolescentes comecem a se contaminar com mais velocidade e desenvolvam formas graves da doença, existe a chance de mutações estarem tornando isso possível.

De acordo com estudos sobre a COVID-19, crianças têm menos chances de serem afetadas pela doença porque possuem em seus pulmões menos receptores que se conectam à proteína espicular do coronavírus. Ainda não há, no entanto, estudos que tragam conclusões sobre as reações do organismo das crianças às novas variantes da doença.

Os profissionais reforçam a necessidade de manter o distanciamento social para evitar o surgimento de novas variantes da COVID-19, pois quanto mais pessoas infectadas, maiores as chances disso acontecer. Além disso, é preciso evitar ambientes fechados, dar preferência às máscaras profissionais, como as N95, e estar sempre higienizando as mãos.

Fonte: Canaltech

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